O Solidariedade informou nesta quinta-feira, 22, que considera deixar o bloco de atuação parlamentar formado em dezembro passado com PSB, PPS e PV por causa da disputa pela presidência da Câmara, em 1º de fevereiro. O partido apoia a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enquanto as demais siglas defendem a de Júlio Delgado (PSB-MG), tida pelo Solidariedade como “inviável” e “linha auxiliar” da candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato do governo.

Em nota, o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), e o líder do partido na Casa, Arthur Maia (BA), dizem apoiar a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que estão “pondo em discussão” a participação no bloco parlamentar formado no final do ano passado para atuar no Congresso Nacional, nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. Se mantido, o grupo contará na próxima legislatura com 67 deputados (34 do PSB, 15 do Solidariedade, 10 do PPS e oito do PV).

“Além de esta candidatura (de Delgado) ser inviável, na opinião do partido, está se tornando linha auxiliar da candidatura do PT, inclusive com a divulgação de acordo mútuo entre os dois”, diz o comunicado. Delgado nega haver acordo para o segundo turno.

O partido diz que “apela” às legendas de oposição, “inclusive ao senador Aécio Neves (PSDB-MG)” que rediscutam a questão “com o objetivo de não se cometer o erro histórico de perder a oportunidade de trazer o PT, na sua representatividade na Mesa e nas Comissões da Câmara dos Deputados, para o tamanho que a sua bancada saiu das urnas: 13%”.