Disfunção erétil

Vereador do Paraná é investigado por suposto pedido de serviço em troca de tadalafila

remédio
Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay

O vereador Fernando Souza, conhecido como Fernando da Guadiana (PRD), da cidade de Mandaguaçu, no Noroeste do Paraná, é alvo de uma representação no Ministério Público do Estado por, supostamente, propor a um servidor público a realização de um serviço em troca de comprimido para disfunção erétil.

A representação foi feita pelo advogado Flávio Franco Fassina. Morador da cidade, ele informou à Tribuna do Paraná ter recebido denúncia documentada sobre uma abordagem feita pelo parlamentar a um servidor público, para que colocasse como prioridade a instalação de luminárias de LED na rua onde mora, passando na frente de outros lugares que estavam programados para receber antes o equipamento. Em troca, Souza teria oferecido ao servidor o medicamento utilizado no tratamento de disfunção erétil tadalafila, conhecido popularmente como “tadala“.

No documento protocolado junto ao MP na tarde desta terça-feira (7), Fassina solicita investigação contra os crimes de concussão (quando um funcionário público exige, para si ou para outra pessoa, vantagem indevida em razão de sua função), usurpação da função pública e tráfico de influência. A representação pede ainda a abertura de um inquérito policial, para que testemunhas e o próprio vereador possam ser ouvidos.

No último dia 3, o vereador postou em seu perfil no Instagram uma imagem que faz referência ao programa de troca de lâmpadas executado pela prefeitura de Mandaguaçu. Na postagem, uma imagem indica quais os endereços seriam alvo das substituições das lâmpadas.

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Um post compartilhado por Fernando Souza (@fersouzavereador)

O Ministério Público analisa a representação encaminhada contra o vereador, e avalia se há provas suficientes para investigação ou abertura de inquérito policial. O prazo para um parecer do órgão é de 15 dias.

A reportagem da Tribuna do Paraná tentou contato com o vereador Fernando Souza, mas até o momento não obteve retorno. Contatada, a Câmara Municipal de Mandaguaçu ainda não se manifestou sobre o caso.

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