Uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) confirmou falhas graves nas obras de duplicação de um trecho de 21 quilômetros da rodovia PR-317, entre Maringá e Iguaraçu. O Tribunal determinou que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) adote medidas imediatas para cobrar o ressarcimento dos prejuízos e refazer os trechos onde o asfalto foi entregue com espessura muito menor e de qualidade inferior ao contratado.

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O relator do TCE-PR Augustinho Zucchi apontou que a empresa que executou a obra, TCE Engenharia Ltda, colocou menos asfalto que o previsto na reforma da rodovia. Com isso, a pista pode sofrer uma deflexão maior que o permitido, ou seja, afunda mais quando recebe peso.

Como consequência, a rodovia pode ficar mais vulnerável a buracos, rachaduras precoces, além do desperdício de dinheiro público de uma reforma que pode durar muito menos que o previsto.

O Tribunal deu três meses para que o DER-PR recalcule o asfalto e conserte os trechos ruins e deu seis meses para concluir o processo de punição da empresa e reter os valores referentes ao que não foi executado da obra.

DER-PR disse que rompeu contrato com empresa

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Em nota enviada à Tribuna do Paraná, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR) informou que está realizando os processos administrativos para apurar as responsabilidades da empresa e aplicar devidas sanções. O órgão esclareceu que o contrato foi rescindido no início de 2025 por causa de atrasos na execução da obra e também de de não-conformidade nos serviços prestados.

O órgão disse que a empresa foi incapaz de “realizar os reparos necessários e concluir a obra dentro dos parâmetros de qualidade exigidos”.

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Por isso, o DER-PR reforçou que todas as não-conformidades que já haviam sido verificadas pela própria fiscalização do órgão serão sanadas dentro da obra atual, que está sendo executada por uma nova empresa, sem que isso redima a TCE Engenharia Ltda de suas responsabilidades.

A reportagem da Tribuna do Paraná tentou contato com a TCE Engenharia Ltda. por telefone e também via e-mail. Até a publicação deste texto, a empresa não retornou.