Agronegócio

Três cidades do Paraná superam R$ 4 bilhões em produção agropecuária

Fotografia em campo aberto mostrando um homem a cavalo conduzindo um rebanho de gado. O cavaleiro, visto de costas, usa chapéu e colete sobre camisa clara, montando um cavalo castanho. Em primeiro plano, no canto esquerdo, há um cão preto correndo no gramado próximo a uma cerca de arame e moirões de madeira. Ao fundo, centenas de bois e vacas de pelagem castanha e preta estão espalhados pela vasta pastagem sob um céu limpo.
Toledo liderou o ranking. Foto: Arquivo/Michel Willian/Gazeta do Povo.

Em 2025, o Paraná faturou R$ 213,06 bilhões com a produção agropecuária. O valor é calculado pelo Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), indicador que considera as atividades agrícolas e pecuárias. Somente a produção animal respondeu por R$ 111,7 bilhões desse total.

Entre as regiões do Estado, o Oeste concentra a maior parcela dos municípios com produção bilionária, conforme a divisão do Sistema FAEP. Ao todo, 45 cidades paranaenses ultrapassaram R$ 1 bilhão em VBP. Embora representem cerca de 11% dos 399 municípios do Paraná, elas concentraram 35,4% de toda a renda bruta gerada pela agropecuária estadual.

Desse grupo, nove municípios superaram a marca de R$ 2 bilhões. Os três primeiros colocados ultrapassaram R$ 4 bilhões em produção, com Toledo na liderança. O município, pertencente à Regional de Matelândia, registrou VBP de R$ 5,16 bilhões em 2025. Confira, a seguir, o ranking:

  • Toledo (Regional Matelândia): R$ 5,16 bilhões;
  • Cascavel (Regional Matelândia): R$ 4,25 bilhões;
  • Castro (Regional Ponta Grossa): R$ 4,05 bilhões;
  • Santa Helena (Regional Matelândia): R$ 2,73 bilhões;
  • Carambeí (Regional Ponta Grossa): R$ 2,55 bilhões.

A lista das produções acima de R$ 2 bilhões ainda contempla as cidades de Guarapuava (Regional Guarapuava), Marechal Cândido Rondon (Regional Matelândia), Dois Vizinhos (Regional Pato Branco) e Assis Chateaubriand (Regional Matelândia).

Atividades mais rentáveis

Em relação a 2024, a pecuária teve crescimento de 14% e expansão real de 10%. Entre as atividades pecuárias, o frango de corte liderou a geração de renda, com VBP de R$ 34,58 bilhões, equivalente a 16,23% do total estadual.

A agricultura respondeu por R$ 91,2 bilhões, com crescimento de 13% no período. Os grãos e as grandes culturas concentraram R$ 81,4 bilhões, com expansão real de 12%. Soja e milho foram as principais culturas na geração de renda do Estado. A soja alcançou VBP de R$ 41,95 bilhões, enquanto o milho movimentou R$ 16,12 bilhões.

A fruticultura movimentou R$ 4,3 bilhões e apresentou crescimento real de 3%, favorecida pelo comportamento positivo da produção e dos preços. Já as hortaliças somaram R$ 5,2 bilhões, mas tiveram retração real de 25%, influenciada principalmente pela queda nos preços do tomate e da batata.

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