Cirurgias canceladas, aulas suspensas e alterações no transporte coletivo estão entre os reflexos do temporal que atingiu Maringá, no Noroeste do Paraná na última segunda-feira (2) . Nesta terça-feira (3), o Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) interrompeu por 24 horas a realização de cirurgias eletivas e suspendeu os atendimentos do ambulatório de especialidades.

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Os transtornos também atingem instituições de ensino e a circulação de veículos, enquanto o município tenta restabelecer os serviços afetados pela tempestade.

Os procedimentos suspensos no hospital são aqueles realizados de forma programada, sem caráter emergencial. Os demais setores da unidade continuam funcionando, e a retomada das cirurgias dependerá das condições de atendimento e das orientações da instituição.

Temporal também afeta escolas e universidade

Na educação, cinco unidades da rede municipal, incluindo um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), tiveram o atendimento suspenso nesta terça-feira. Os danos nas instalações e as dificuldades para restabelecer o funcionamento dos serviços impediram a retomada das atividades.

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Na rede estadual, quatro colégios também tiveram as aulas interrompidas. As estruturas atingidas deverão passar por avaliações para identificar problemas em coberturas, instalações e outros espaços. O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) acompanha a situação para definir as intervenções necessárias.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) suspendeu as aulas presenciais no câmpus sede. As atividades administrativas e o Restaurante Universitário continuam funcionando, conforme as condições estabelecidas pela instituição.

Mais de 360 árvores caíram durante a tempestade

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O temporal atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2), deixando danos em diferentes regiões da cidade. A força dos ventos provocou quedas de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e bloqueios de ruas e avenidas.

Diante dos prejuízos, a prefeitura decretou situação de calamidade pública para facilitar a mobilização de recursos e acelerar os trabalhos emergenciais.

O balanço divulgado pela administração municipal apontou pelo menos 363 árvores derrubadas. Mais de 600 famílias receberam lonas para proteger imóveis danificados, enquanto 47 equipes municipais foram mobilizadas para atender as ocorrências.

Entre a meia-noite e as 8h de segunda-feira, o volume de chuva chegou a 51,8 milímetros, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). As rajadas de vento alcançaram 96,8 km/h, conforme registros do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Os trabalhos de recuperação mobilizam mais de mil profissionais e voluntários, envolvidos na retirada de árvores, limpeza de vias, reparos em estruturas e restabelecimento de serviços essenciais.

Transporte coletivo opera com desvios em algumas regiões

O transporte público de Maringá voltou a circular com 100% da frota nesta terça-feira, mas algumas linhas ainda precisam alterar os trajetos devido aos bloqueios e aos trabalhos de recuperação.

A queda de árvores e os danos à rede elétrica também comprometeram o funcionamento de semáforos. Para reduzir os impactos na circulação de veículos, geradores foram instalados em cruzamentos estratégicos, enquanto as equipes responsáveis trabalham para normalizar o fornecimento de energia.

Na área da saúde, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte retomou os atendimentos após os transtornos provocados pela tempestade.

Até o balanço divulgado nesta terça-feira, não havia registro de moradores desabrigados que necessitassem de acolhimento em estruturas municipais.

Novos temporais podem atingir o Paraná nos próximos dias

A previsão meteorológica indica que o Paraná poderá enfrentar novos episódios de instabilidade ao longo da semana. Segundo o Simepar, as condições para chuva intensa devem se intensificar na quarta (4) e quinta-feira (5).

A mudança no tempo está associada ao avanço de uma frente fria e à formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul. Esses sistemas poderão favorecer a ocorrência de tempestades, acompanhadas de rajadas de vento e volumes elevados de chuva em diferentes regiões paranaenses.

Em Maringá, a possibilidade de novas precipitações exige atenção especialmente nas áreas que ainda apresentam árvores danificadas, estruturas comprometidas e problemas no fornecimento de energia.

As equipes municipais permanecem mobilizadas para liberar vias, remover obstáculos e restabelecer os serviços afetados. Novos levantamentos deverão atualizar a extensão dos prejuízos e o andamento dos trabalhos de recuperação.