Medicina

Tecnologia criada no Paraná pode ajudar a salvar pacientes de doença letal 

Uma em cada 14 pessoas internadas por sepse na capital morreu por sepse. Foto: Gilson Abreu/AEN.

O Hospital Universitário de Maringá (HUM) obteve o registro de um novo programa de computador voltado à identificação precoce de pacientes com risco de desenvolver sepse. Desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a tecnologia foi certificada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no dia 7 de julho.

A sepse é uma resposta inflamatória grave do organismo a uma infecção. Popularmente conhecida como “infecção generalizada“, a doença ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar os próprios tecidos e órgãos. Sem tratamento rápido, ela pode provocar falência múltipla de órgãos e levar o paciente à morte.

Entre 2010 e 2020, 67.663 pacientes foram internados por sepse no Paraná. Apenas em Curitiba, foram mais de 10 mil casos no período. Segundo um estudo sobre o perfil epidemiológico da doença, publicado em 2024, uma em cada 14 pessoas internadas por sepse na capital morreu em decorrência da condição.

Os pesquisadores desenvolveram o software para auxiliar as equipes de saúde na identificação precoce da doença e apoiar a aplicação do Protocolo de Sepse. Em uma única plataforma, os profissionais conseguem rastrear pacientes com risco de desenvolver a infecção, calcular automaticamente escores clínicos, acessar orientações sobre a conduta médica indicada em cada caso e consultar rapidamente o protocolo institucional.

Programa pode beneficiar outros hospitais

Segundo os pesquisadores, a ferramenta ajuda a padronizar o atendimento, acelera a tomada de decisões, reduz o risco de complicações e contribui para diminuir os custos relacionados ao tratamento da sepse.

A expectativa é que, após a validação da ferramenta, hospitais, prontos-socorros, unidades de terapia intensiva (UTIs) e outros serviços de saúde adotem o sistema para ampliar o monitoramento e a identificação precoce da sepse em diferentes regiões.

Maria Eduarda de Mello Policante, Arthur Ricachenevsky, Cátia Millene Dell Agnolo, Edilson Nobuyoshi Kaneshima, Luiz Henrique Toffanetto e Marques, André Felipe Ribeiro Cordeiro e Yandre Maldonado Gomes da Costa desenvolveram o programa SEPSE HUM.

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