A previsão de um El Niño de forte intensidade para os próximos meses já começa a influenciar o mercado de seguros residenciais.  Em todo o país, houve aumento de 8% na  contratação de seguros residenciais, entre janeiro e junho de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025. No Sul e no Paraná, o crescimento foi mais expressivo, chegando aos 13% no Sul e aos 13,5% no Paraná, de acordo com um levantamento da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Segundo estudos do Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (CPC/NOAA), o evento climático pode atingir um dos patamares mais preocupantes desde 1950.

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A cooperativa de seguros de Santa Catarina com atuação também no Paraná, CredCrea, identificou um aumento de 28% no volume de apólices emitidas no segundo trimestre de 2026, em comparação com o primeiro trimestre do ano, com avanço de 30% no valor dos prêmios contratados. “O resultado demonstra que, além da manutenção do volume de contratações, houve uma ampliação do valor médio das coberturas contratadas, evidenciando uma maior preocupação dos cooperados com a proteção de seus patrimônios diante de cenários climáticos mais desafiadores”, afirmou Vinícius Luiz Pedrotti, especialista em seguros da cooperativa.

Os nomes das coberturas podem diferenciar-se de uma seguradora para outra e a Susep aconselha que aqueles que buscam por seguros residenciais estejam atentos antes de assinar uma proposta. “É importante verificar os eventos que estão especificados em contrato e os riscos excluídos de cada cobertura. As condições contratuais devem apresentar, logo após a definição das coberturas, os riscos excluídos”, aconselha o diretor da Susep, Carlos Queiroz, ao explicar que o contrato deve especificar os riscos cobertos e os excluídos, e, quando for o caso, os bens e interesses não compreendidos no seguro.

Seu seguro cobre o estrago?

Ter um seguro residencial não significa que qualquer dano causado por uma tempestade será automaticamente indenizado. As coberturas variam de acordo com a seguradora e o contrato.

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Os nomes das coberturas também podem mudar de uma empresa para outra. Carlos Queiroz explica que, além da verificação detalhada das coberturas que foram contratadas, é importante avaliar se os valores segurados são compatíveis com o patrimônio protegido, e se a indenização será suficiente para a recuperação dos danos eventualmente causados. A Superintendência recomenda atenção também às cláusulas que tratam de franquias, depreciação dos bens, que podem influenciar o valor efetivamente recebido.

Se o segurado entender que foi lesado por uma ocorrência prevista no contrato que não tenha sido coberta pela seguradora, pode registrar uma reclamação no consumidor.gov.br ou recorrer à Justiça.

O que fazer durante os eventos climáticos

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Há recomendações específicas da Defesa Civil para aumentar a segurança em residências, durante eventos climáticos intensos. Verifique telhados para garantir que não haja telhas soltas ou danificadas e reforce estruturas para evitar destelhamentos. Quando houver formação de tornados ou durante as ocorrências de vendavais, a orientação é pela busca de um abrigo no cômodo mais interno da casa, longe de janelas, e proteção da cabeça com um travesseiro ou colchão.

Se ocorrer uma tempestade com relâmpagos, retire os aparelhos das tomadas. Edifícios com altura a partir de 12 metros devem ter um Sistema de Proteção Contra Descarga Atmosférica (SPDA) instalado, com aterramento adequado.

É importante manter calhas, ralos e sistemas de drenagem limpos para garantir o escoamento correto da água. Informe-se sobre pontos vulneráveis a alagamentos e deslizamentos perto de sua casa. Quem mora perto de rios ou encostas deve ter um plano de saída com documentos guardados em local de fácil acesso. Caso exista risco iminente de inundação, desligue a energia elétrica, a água e o gás antes de sair de casa, se houver tempo e segurança para cada ação.

Observe sinais de perigo como rachaduras no solo ou nas paredes da residência, muros estufados, inclinação de árvores ou postes e barulhos estranhos em encostas. Ao notar qualquer um desses sinais, saia do local imediatamente e ligue para o 199 (Defesa Civil) ou 193 (Bombeiros).