A defesa de Flávio Campana, acusado e matar a bailarina Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó, recebeu reforço nesta quarta-feira (6) após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de levar o caso a júri popular. Magó foi assassinada em uma cachoeira em janeiro de 2020, na região rural de Mandaguari, Norte do Paraná.

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O caso, que tramita na Vara Criminal e Mandaguari, ganha reforço de Heitor Bender, que vai atuar junto com o advogado Bruno Macedo. Atualmente, o processo está em fase preparatória para o julgamento em plenário. “O acusado nega veementemente a prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver que lhe são imputados”, afirma Bender, advogado de defesa.

Bailarina Magó foi vítima de asfixia e violência sexual

Em janeiro de 2020, Maria Glória Poltronieri Borges, a Magó, teria se deslocado até uma cachoeira em Mandaguari em busca de um momento de espiritualidade e conexão com a natureza. O corpo dela foi localizado cerca de dez horas após o crime.

Laudos periciais da Polícia Científica apontaram que Magó foi vítima de asfixia e apresentava sinais claros de violência sexual. Exames também identificaram marcas de resistência física, como hematomas nos braços, ombros e cintura, indicando que a bailarina tentou se defender antes de morrer.

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A investigação da Polícia Civil ouviu mais de 50 pessoas em Mandaguari e Maringá. A Polícia Científica de Curitiba, após análise, confirmou que o material genético encontrado no corpo de Magó é de Campana. No mesmo dia que o resultado foi divulgado, um mandado de prisão contra o suspeito foi expedido.

A defesa de Campana analisa as evidências sob o crivo do contraditório para a preparação do júri popular.

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