A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira (11) o início das condições do El Niño no Oceano Pacífico equatorial, gerando alertas de monitoramento contínuo no Paraná pelo Simepar. O fenômeno, que consiste no aquecimento anormal das águas do oceano e altera o regime de ventos globais, deve se consolidar em julho e atingir o ápice entre a primavera e o verão. A previsão indica chuvas acima da média mensal no estado até dezembro de 2026, com risco de um evento historicamente forte.
Oceano registra alta de temperatura
Os dados da NOAA apontam que a temperatura da superfície do mar subiu mais de meio grau Celsius desde maio. Esse aquecimento também atinge os primeiros 200 metros de profundidade. Segundo o Simepar, a mudança na direção dos ventos alísios na região equatorial empurra águas quentes em direção à América do Sul, o que altera o regime de tempestades em vários locais do planeta.
Para a consolidação do El Niño, é necessário que o aquecimento oceânico permaneça 0,5°C acima da média por três meses seguidos. Os principais centros climáticos mundiais, incluindo o sistema europeu Copernicus, convergem para a previsão de chuvas muito acima da média no Paraná, especialmente durante a primavera. Há 63% de chance de o fenômeno ser um dos maiores já registrados desde 1950.
Defesa Civil prepara municípios
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) intensificou as ações de preparação e mitigação de desastres por meio de dez núcleos regionais. O órgão realiza encontros com prefeitos para alinhar medidas de prevenção e já promoveu dois simulados em áreas de risco nas cidades litorâneas de Morretes e Antonina.
As diretrizes prioritárias repassadas aos municípios incluem o desassoreamento de rios, a atualização de planos de contingência com mapeamento de áreas de risco e a criação de fundos municipais de Defesa Civil. Entre 2025 e 2026, o governo estadual destinou R$ 16 milhões do Fundo Estadual para Calamidades Públicas para obras de drenagem e reconstrução de pontes em Londrina, Guaratuba e Espigão Alto do Iguaçu.
