O retorno às aulas presenciais da rede de ensino estadual poderá acontecer em setembro, mas a data exata ainda deverá ser definida nos próximos 14 dias. A informação foi dada pelo diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação, Gláucio Dias, nesta sexta-feira (31). “A data vai ser definida pela Secretaria de Estado da Saúde, com retorno regionalizado. Quem estiver em condições favoráveis pode voltar antes e as regiões com quadro não muito positivo, pode ser que as aulas demorem para retornar”, explica Dias.

LEIA TAMBÉM Comitê apresenta plano de retomada das aulas presenciais; veja como será

Todas as decisões a respeito do retorno as aulas estão sendo discutidas em reunião e vão seguir um protocolo específico. O documento elaborado é resultado de 33 horas de reuniões, entre membros da Assembleia Legislativa, APP Sindicato, associação de municípios, além dos sindicatos das escolas particulares, Casa Civil e outras secretarias do estado.

Entre as medidas adotadas e previstas no protocolo estão compras de equipamentos de proteção individual para professores, funcionários e alunos; regras de distanciamento em todos os espaços, principalmente nas áreas comuns; revezamento de aulas presenciais e aulas remotas a cada 15 dias, com divisão dos alunos em grupos; e volta gradual de acordo com a idade dos estudantes.

“O trabalho robusto também contou com a participação do Ministério Público. É importante destacar que a validação desse protocolo foi feita pelas autoridades de saúde com a participação do presidente da Sociedade Brasileira de Epidemiologia. É extremamente validado, seguro, e segue o modelo de procedimento dos melhores protocolos que estão sendo implementados não só no Brasil mas também no mundo”, ressalta.

Necessidade de cada família

A Secretaria Estadual de Educação informou que só retornarão às aulas os filhos das famílias, os estudantes que tenham vontade de retomar as aulas presenciais. Para saber a opinião da família, a Secretaria da Educação fará uma consulta com os pais dos estudantes da rede estadual e orientou as escolas particulares a fazerem o mesmo. “A família que responder a pesquisa dizendo que prefere continuar com o ensino á distância, terá esse direito. A vontade da família será respeitado”, explica o diretor-geral da Seed.