O governo do Paraná quer reservar R$ 100 milhões dentro do orçamento previsto para 2021 para eventual aquisição de vacina contra o novo coronavírus. A proposta foi apresentada via emenda ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, de autoria do Executivo, em trâmite na Assembleia Legislativa.

A ideia é priorizar os grupos de risco, principalmente os idosos, quando a vacina estiver disponível no mercado. Nesta segunda-feira (20), o Paraná recebeu parte das 20 mil doses de teste de vacina chinesa contra a covid-19. Os testes serão feitos no Hospital de Clínicas, apenas em profissionais de saúde. “Estamos trabalhando com planejamento e nos antecipando. É mais uma medida para proteger os paranaenses”, afirmou o governador Ratinho Junior.

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A emenda para aquisição das vacinas foi lida nesta segunda-feira (20) na Casa. “Estamos prevendo R$ 100 milhões para compra de vacinas, já imaginando que ela estará disponível a partir do ano que vem. Ainda não temos uma vacina testada e comprovada no mercado, mas evitamos entraves burocráticos. Assim que tivermos uma resposta definitiva da ciência, o Paraná terá agilidade para adquirir as vacinas”, justificou o secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva (PSD).

A LDO é geralmente aprovada antes do recesso parlamentar de julho. Mas, por causa da pandemia do novo coronavírus, os deputados estaduais suspenderam a folga e o orçamento do próximo ano ainda não entrou em votação. No início do mês, o governo do Paraná já havia apresentado uma emenda à LDO de 2021 relacionada à pandemia do coronavírus. A emenda prevê a suspensão do reajuste previsto nos salários dos servidores (1,5% em janeiro de 2021, referente à data-base de 2019).

Volta às aulas e medidas restritivas

Em entrevista à RPC, o governador Ratinho Junior falou que o estado ainda não tem retorno definido para o retorno das aulas e não descartou novas medidas de restrição. Desde o dia 26 de junho, a comissão composta pelas secretarias de Educação, Casa Civil e Planejamento estuda como realizar a volta dos alunos. Mesmo assim, Ratinho admitiu que as medidas de isolamento realizadas no início de julho tiveram adesão menor do que o esperado.

“Acertamos em fazer a quarentena restritiva, mesmo com a baixa ou menor adesão que o governo esperava”, explicou Ratinho. “Não está descartada [uma nova medida restritiva]. Toda medida protetiva para a população está colocada em cima da mesa. O que vai dizer isso é a força do vírus e o nosso sistema de saúde”, explicou o governador.


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