Abuso de vulnerável

Professor de escola estadual vira réu após denúncias de abuso de alunas no Paraná

Fotografia em plano geral do interior de uma sala de aula escolar vazia e organizada. Em primeiro plano e no plano intermediário, observam-se várias fileiras paralelas de conjuntos escolares compostos por carteiras individuais com tampos claros de formato retangular e cadeiras de estrutura metálica cinza com assento e encosto de plástico azul-vivo, todas alinhadas e sem alunos. Ao fundo, na parede principal de tom claro, estende-se na horizontal um grande quadro-negro escolar de superfície verde-escura emoldurado por friso metálico. À esquerda, há uma ampla janela com grades e basculantes de vidro que permite a entrada de luz natural abundante no ambiente, iluminando o piso claro e polido da sala.
Caso aconteceu no Norte do Paraná. Foto: Hedeson Alves/AEN.

A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) e colocou no banco dos réus um professor da rede estadual acusado de cometer crimes sexuais contra cinco alunas no município de Cafeara, no Norte Central do estado.

As investigações revelam que os abusos eram praticados dentro da própria escola, atingindo adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, segundo a apuração policial e os relatos colhidos com as estudantes.

O docente aproveitava a rotina em sala de aula para fazer abordagens verbais de teor sexual e realizar contatos físicos indesejados, sem qualquer consentimento das jovens. Diante dos fatos, a Promotoria enquadrou o homem pelos crimes de tentativa de estupro de vulnerável, importunação sexual e assédio sexual.

O acusado permanece detido preventivamente desde o dia 25 de setembro e foi imediatamente suspenso de suas atividades pedagógicas na rede pública. Além do processo criminal, a ação acolhida pelo Judiciário solicita o pagamento de pelo menos R$ 5 mil em indenização por danos morais para cada uma das alunas afetadas.

Em nota enviada para a Tribuna do Paraná, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que acompanha o caso envolvendo o professor contratado pela rede estadual e que aguarda a conclusão do trabalho das autoridades.

A pasta afirmou ainda que já adotou todos os encaminhamentos institucionais cabíveis e reforçou que tomará as medidas administrativas que estiverem ao seu alcance, reafirmando o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes. A Seed-PR ressaltou que novos detalhes sobre a apuração devem ser buscados diretamente com os órgãos responsáveis pela investigação.

Por envolver estudantes menores de idade, a ação tramita em segredo de Justiça pela Comarca de Centenário do Sul.

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