Celebrado nesta terça-feira (7), o Dia Mundial do Chocolate relembra a chegada do chocolate à Europa, em meados de 1550. Embora a planta seja nativa da Amazônia, o Paraná vem conquistando espaço na produção de cacau fino e transformando a forma de produzir chocolates especiais no Brasil.

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Na época em que chegou à Europa, a bebida consumida por astecas e maias tinha sabor amargo e pouco se parecia com o chocolate conhecido atualmente. Somente durante a Revolução Industrial, no século XIX, a adição de açúcar e o aperfeiçoamento dos processos de fabricação transformaram o produto no doce que se popularizou pelo mundo.

O cacau começou a se expandir pelo Brasil no século XVII, quando as primeiras mudas chegaram à Bahia. Desde então, o cultivo alcançou todas as regiões do país. Embora o Norte ainda concentre a maior parte da produção nacional, o Sul vem ganhando destaque nos últimos anos, especialmente o Paraná.

No estado, a produção se concentra principalmente em Morretes, no Litoral, e no Vale do Ribeira, na divisa com São Paulo. Em vez de competir em volume com os grandes polos produtores, os agricultores paranaenses apostam na qualidade e destinam à produção ao mercado de chocolates especiais, conhecidos como bean-to-bar.

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Nesse modelo, o fabricante controla todas as etapas da produção, do cultivo e processamento das amêndoas até a fabricação da barra de chocolate. Esse processo permite maior controle da qualidade, da rastreabilidade e das características sensoriais do produto, valorizando a origem do cacau.

Atualmente, o Paraná reúne 65 empresas ligadas à produção de cacau. Segundo o Observatório Setorial do Sebrae, o Paraná estava, em 2025, entre os que mais empregavam na cadeia do cacau , com 4.796 pessoas ocupadas. Na Bahia, principal produtora nacional, eram 2.300 trabalhadores. Já São Paulo concentrava 18.434 empregos relacionados à indústria do setor.

Cultivo aproveita as características da Mata Atlântica

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O cacau é o fruto do cacaueiro, uma espécie com um ciclo produtivo peculiar. Cada árvore produz, em média, cerca de 100 mil flores por ano. No entanto, menos de 5% delas são fecundadas, e apenas cerca de 0,1% se transforma em frutos. As flores que não recebem polinização costumam cair em até 48 horas.

Na natureza, o cacaueiro pode atingir aproximadamente oito metros de altura. Em áreas de cultivo a pleno sol, os produtores controlam o crescimento da planta para facilitar o manejo e a colheita. Já em ambientes florestais, onde disputa luz com outras árvores, a espécie pode ultrapassar 20 metros de altura.