Estelionato

Presidente de cooperativa é presa suspeita de desviar recursos no Paraná

Fotografia em enquadramento amplo com plano geral de um ponto de coleta e triagem de materiais recicláveis localizado sob uma estrutura urbana de concreto. Em primeiro plano, à esquerda, destaca-se uma carroça de madeira equipada com pneus automotivos, empilhada com dezenas de sacos de lixo pretos cheios e amarrados por cordas brancas. No piso de concreto áspero e desgastado, veem-se pequenos resíduos e papéis espalhados. No plano intermediário, à direita, encontra-se outra carroça de tração manual carregada com caixas de papelão, placas de isopor e sacos transparentes contendo recicláveis. Ao centro-fundo, um trabalhador em pé, vestindo roupas escuras, manuseia e organiza resíduos ao lado de carrinhos de compras e grandes pilhas de materiais acumulados. Ao fundo, sob a estrutura do viaduto com pilares pintados com arte urbana e grafite, avistam-se construções simples e galpões sob luz diurna natural.
30 pessoas foram afetadas pelos desvios na cooperativa. Foto: Deposit Photos.

Duas mulheres, de 27 e 32 anos, foram presas na tarde desta terça-feira (22) pela suspeita de chefiar um esquema de desvio de recursos de uma cooperativa do Centro do Paraná. Segundo a investigação, o esquema pode ter provocado um prejuízo superior a R$ 600 mil à entidade, que atua na reciclagem.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), uma das mulheres era presidente da cooperativa. Ela teria usado o cargo para fazer movimentações financeiras em benefício próprio e da companheira, que também é investigada. O nome da cooperativa não foi divulgado.

As investigações identificaram transferências e saques de recursos da entidade. Também foram constatadas contratações de empréstimos em nome da cooperativa. “A análise financeira identificou 199 operações bancárias envolvendo uma das investigadas, com saídas brutas de aproximadamente R$ 682 mil e prejuízo líquido estimado em R$ 301 mil”, disse o delegado Erlon Ribeiro.

Os levantamentos apontaram ainda que uma das vítimas teria transferido cerca de R$ 146 mil às investigadas. A vítima acreditava que o dinheiro seria usado para ajudar no pagamento de despesas e dos cooperados.

Segundo os elementos reunidos durante a investigação, os desvios teriam provocado dificuldades financeiras à cooperativa. Cerca de 30 trabalhadores que dependem da coleta e da triagem de materiais recicláveis teriam sido afetados.

Além das prisões, a decisão judicial determinou medidas para preservar o patrimônio das investigadas. A intenção é garantir uma eventual reparação dos prejuízos. Entre as medidas estão o bloqueio de valores e a restrição da transferência de veículos relacionados às suspeitas.

Após os procedimentos de polícia judiciária, as duas foram encaminhadas ao sistema penitenciário. Ao fim das investigações, elas poderão responder pelos crimes de furto qualificado e estelionato.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google