A Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) confirmou dois casos de hantavírus no Paraná. De acordo com a secretaria, um deles foi identificado em Pérola d’Oeste, na região Sudoeste, e outro em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação.
A Sesa explica que os dois casos não têm relação com o episódio do cruzeiro que saiu da Argentina rumo a Cabo Verde no início de abril, onde foram identificadas cinco pessoas a bordo com a doença, três delas morreram. Os casos foram confirmados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o surto segue em monitoramento de autoridades.
A doença que causou o surto no navio, segundo a Sesa, tem transmissão viral, de pessoa para pessoa. O vírus identificado no Paraná é de uma cepa silvestre, transmitida por meio de roedores. Não há nenhum surto registrado no Estado.
Em nota, a secretaria informou nesta sexta-feira (8) que faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus, com vigilância ativa (pesquisa ecopidemiológica) de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano e reforça que a doença está controlada no Paraná, sem qualquer motivo para preocupação.
Sintomas do hantavírus são semelhantes à gripe
A secretaria explica que os sintomas iniciais da doença incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se evoluir, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.
Não existe tratamento específico para a doença. Há apenas medidas terapêuticas ministradas por médicos. A recomendação da secretaria é que ao primeiro sinal da doença, a pessoa deve procurar um serviço de saúde. O tratamento é fundamental e pode salvar vidas.
Para prevenir a doença, é necessário evitar contato com roedores silvestres. As medidas incluem roçar o terreno em volta de residências, dar destino correto a entulhos, manter alimentos estocados em recipientes bem fechados, usar equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados. É preciso também fazer a limpeza úmida em galpões, silos e paióis para evitar possível contaminação.
