Com o fim das convenções partidárias que oficializaram as candidaturas ao governo do Paraná até quarta-feira (5), o Estado conta com oito nomes na disputa pelo comando do Palácio Iguaçu nas eleições de outubro.

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Os candidatos ainda precisam formalizar o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, prazo após o qual a campanha eleitoral passa a valer oficialmente, a partir do dia 16.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato atinja a maioria dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Candidatos a governador e vice-governador do Paraná

  • Coligação PSD, MDB, Republicanos, Avante, Federação PSDB/Cidadania, Federação União Progressista (PP/União Brasil) e Democrata
    • Governador: Sandro Alex (PSD)
    • Vice-Governador: Rafael Greca (MDB)
  • Coligação PL, NOVO e PODEMOS
    • Governador: Sergio Moro (PL)
    • Vice-Governador: Edson Vasconcelos (PL)
  • Coligação PDT, Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), Federação PSOL/REDE e Federação PRD/Solidariedade
    • Governador: Requião Filho (PDT)
    • Vice-Governador: Michele Caputo (Solidariedade)
  • Unidade Popular (UP)
    • Governadora: Tayná Miessa
    • Vice-Governador: Willian Araki (Willian Yukio Araki)
  • Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU)
    • Governador: Samuel de Mattos
    • Vice-Governadora: Helena Figueiredo
  • Partido MISSÃO
    • Governador: Luiz França
    • Vice-Governador: João Adolfo (João Adolfo Padilha Yamane Wendpap)
  • MOBILIZA
    • Governador: Alexandre Salomão
    • Vice-Governadora: Daiana Criminacio (Daiana da Silva Criminacio Oliveira)
  • Partido da Causa Operária (PCO)
    • Governador: Adriano Teixeira
    • Vice-Governador: José Carlos Telles

Veja o perfil de cada um dos candidatos ao Palácio Iguaçu

Adriano Teixeira (PCO)

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Aos 35 anos, é natural de Nova Olímpia e mora em Paranavaí. Formado em História, trabalha como mecânico funileiro e é militante dos Comitês de Luta, filiado ao PCO há cerca de três anos.

Alexandre Salomão (Mobiliza)

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Advogado criminalista de 55 anos, com mais de 20 anos de atuação em Direito Penal e Direitos Humanos. Já presidiu a Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR e integrou conselhos públicos e grupos de trabalho do Poder Judiciário.

Luiz França (Missão)

Aos 32 anos, disputa uma eleição pela primeira vez — assim como o próprio Missão, partido criado a partir do MBL e aprovado pelo TSE em 2025. Advogado, é ativista do movimento desde 2015.

Requião Filho (PDT)

Maurício Thadeu de Mello e Silva, o Requião Filho, tem 46 anos e é filho do ex-governador Roberto Requião. Deputado estadual desde 2015, já reeleito duas vezes, ocupa hoje a 3ª Secretaria da Mesa Diretora da Alep.

Samuel de Mattos (PSTU)

Aos 36 anos, é professor de matemática do Colégio Estadual do Paraná, em Curitiba, e ex-carteiro dos Correios. Ativista de movimentos sociais e ex-dirigente sindical, já concorreu à Prefeitura de Curitiba em 2024.

Sandro Alex (PSD)

Aos 53 anos, é deputado federal desde 2011, já reeleito três vezes. Advogado e radialista, licenciou-se do mandato nos dois governos de Ratinho Júnior para assumir a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado.

Sergio Moro (PL)

Senador pelo Paraná e ex-juiz federal, tem 54 anos. Ganhou projeção nacional à frente da Operação Lava Jato, incluindo a condenação do ex-presidente Lula, decisão posteriormente anulada pelo STF em 2021. Foi ministro da Justiça no governo Jair Bolsonaro entre 2019 e 2020.

Tayná Miessa (UP)

Aos 30 anos, é formada em Produção Cultural pela UFPR e moradora da zona sul de Curitiba. Coordena nacionalmente o Movimento de Mulheres Olga Benário e organiza a Casa de Referência para a Mulher Enedina Marques.

Campanha eleitoral

Com os nomes já confirmados e o registro das candidaturas em andamento no TSE, a corrida eleitoral pelo governo do Paraná ganha corpo a partir de 16 de agosto, quando começa oficialmente o período de propaganda eleitoral.

É a partir dessa data que os candidatos passam a divulgar as campanhas de forma ampla, com direito a inserções em rádio e TV, material impresso e mobilização nas ruas — dando início, na prática, à disputa pelo comando do Palácio Iguaçu nos próximos quatro anos.