No litoral do Paraná, mais de 80% dos afogamentos ocorrem em áreas em que há corrente de retorno, de acordo com informações do Governo do Estado. Ainda que esses pontos geralmente estejam demarcados com placas de perigo colocadas pelos guarda-vidas, o fenômeno é difícil de ser identificado e, por isso, extremamente perigoso para os banhistas. Desta forma, o Corpo de Bombeiros pede à população que fique atenta à sinalização.

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Mas o que é corrente de retorno?

A corrente de retorno é forte, estreita e rápida, e costuma se formar em regiões de águas rasas e com bancos de areia sedimentados que formam um corredor na faixa em que as ondas quebram. Ao voltar para o mar, as águas formam a corrente por onde retornam rapidamente e levam consigo o que estiver naquela área.

De acordo com o comandante do 8º Grupamento de Bombeiros (8º GB) e coordenador das ações dos bombeiros no Litoral, tenente-coronel Gerson Gross, não é muito fácil para o banhista observar a corrente de retorno. “Por isso, nós sinalizamos com placas de perigo, mas se a pessoa observar um lugar sem ondas, olhando de fora, que esteja margeado por bancos de areia onde quebram ondas, ou próximo a um costão rochoso, desconfie”.

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Ainda segundo o oficial, ao perceber que está em situação crítica o banhista entra em pânico e acaba se afogando. “É neste momento que ele deve manter a calma, manter a flutuação, sinalizar que está em dificuldades, e não nadar contra a corrente, mas sim para um dos lados onde tem banco de areia, se tiver condições técnicas e físicas. Nadar para a praia somente quando estiver fora da corrente, ou aguardar pelo resgate”, explica o tenente-coronel. Desde o início da Operação Verão Paraná, em 21 de dezembro, já foram registrados 776 salvamentos e 13 mortes por afogamento no Litoral do Estado.

Os banhistas podem observar as correntes de retorno de um ponto mais alto do nível da água, como um barranco, calçadão e prédios, mas a dica do Corpo de Bombeiros é sempre frequentar as praias protegidas pelos guarda-vidas. “Todos os 13 óbitos por afogamento registrados neste ano foram em áreas não protegidas por guarda-vidas”, alerta o tenente-coronel.

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