O governo do Paraná assinou um segundo contrato emergencial com a empresa Maxifrota para a gestão do abastecimento de combustíveis de veículos da frota oficial. A empresa já havia sido contratada de forma emergencial, com dispensa de licitação, em abril deste ano, enquanto a contratação de um prestador do serviço por meio de pregão ainda não havia sido finalizada. O contrato emergencial anterior se encerrou nesta segunda-feira (12).

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No sábado (10), a Divisão de Infraestrutura da Polícia Civil chegou a enviar um comunicado a todos os delegados informando sobre a necessidade de que abastecessem as viaturas até as 22 horas de segunda-feira (12), uma vez que o fornecimento de combustível poderia ser paralisado a partir desta terça-feira (13). Mas, segundo a Secretaria de Estado da Administração e Previdência (Seap), o novo contrato emergencial foi assinado na última sexta-feira (9) sem que houvesse interrupção no serviço.

A própria Divisão de Infraestrutura da Polícia Civil enviou outro e-mail no domingo (11) esclarecendo que “não há e nem houve qualquer risco de paralisação dos abastecimentos da Polícia Civil” e que os procedimentos sugeridos eram direcionados “especificamente à adequação contábil dos contratos”.

De acordo com a Seap, o novo contrato vai perdurar até a implantação do próximo contrato regular, que já está assinado e deve entrar em vigor em no máximo 60 dias. O atraso no processo licitatório, iniciado em novembro de 2019, ocorreu em razão de uma série de impugnações apresentadas por concorrentes.

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A empresa vencedora foi a Prime Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda., que prestará o serviço pelo prazo de 12 meses, prorrogáveis, pelo valor de R$ 97.900.069,52.

A Maxifrota gerencia o abastecimento da frota oficial do estado desde 2014, por meio de um sistema integrado com a utilização de cartão de pagamento magnético ou microprocessado (chip) e disponibilização de rede credenciada de postos, compreendendo o fornecimento de etanol, gasolina comum, diesel e biodiesel.

A empresa é a mesma que mantém contrato emergencial com o estado para os serviços de manutenção e conserto de veículos desde que a JMK Serviços, responsável pelo trabalho, foi alvo da Operação Peça Chave, da Polícia Civil, em 2019, por suspeita de fraudar orçamentos de oficinas mecânicas. A JMK sempre negou qualquer irregularidade.