Mosquitos Wolbitos

Nova leva de mosquitos contra a dengue começa a ser solta no Paraná

Fotografia em plano médio de uma mulher inclinada para fora da janela de um automóvel branco, segurando um frasco transparente durante uma ação externa sob luz solar direta. Em primeiro plano e à esquerda, o braço estendido da mulher segura um recipiente cilíndrico de plástico transparente virado para baixo, contendo pequenos insetos ou amostras presas em seu interior. Na mão direita, próxima à janela do veículo, ela segura uma tampa plástica de cor azul viva. No plano intermediário, a mulher aparece de perfil, olhando para o frasco com expressão atenta, vestindo uma blusa preta. A estrutura da porta e o vidro aberto do carro branco emolduram a cena. Ao fundo, fios de eletricidade cruzam o espaço aéreo e árvores sob um céu azul claro com nuvens brancas compõem a paisagem urbana diurna.
Ponta Grossa começa a soltar Wolbitos para combater a dengue. Fotos: Henry Milléo/PMPG.

Uma nova leva de mosquitos com a bactéria Wolbachia começou a ser solta no Paraná nesta terça-feira (20), em Ponta Grossa. A iniciativa amplia o uso da tecnologia no estado, que já conta com ações em Londrina, Foz do Iguaçu, Curitiba e Cascavel. O método busca reduzir a capacidade de transmissão de dengue, zika e chikungunya pelo Aedes aegypti.

Em Ponta Grossa, a soltura ocorrerá gradualmente ao longo de 26 semanas, com mais de 5,3 mil pontos previstos no Centro e nos bairros Uvaranas, Oficinas, Cará-Cará, Contorno, Colônia Dona Luiza, Chapada e Ronda.

Os mosquitos, conhecidos como Wolbitos, carregam a bactéria Wolbachia, que é transmitida às gerações seguintes por meio da reprodução. Com o tempo, a expectativa é que ela se estabeleça na população local de mosquitos e reduza a transmissão dos vírus.

A tecnologia chegou ao Paraná em julho de 2024, com as primeiras solturas em Londrina e Foz do Iguaçu. Em Curitiba, as liberações começaram em 29 de julho de 2026, inicialmente no bairro Sítio Cercado. Já em Cascavel, a iniciativa teve início em 19 de outubro, com ações em 17 bairros. Ponta Grossa começou as liberações um dia depois, junto à inauguração de uma biofábrica destinada à preparação dos mosquitos antes da soltura.

O trabalho em Ponta Grossa envolve uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, o Ministério da Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Wolbito do Brasil.

A biofábrica recebe cápsulas com ovos e alimento, permitindo o desenvolvimento dos mosquitos até a fase adulta. As liberações são feitas semanalmente por equipes treinadas, enquanto armadilhas chamadas ovitrampas ajudam a monitorar o estabelecimento da Wolbachia no ambiente.

Estudos apontam que o aumento da presença da bactéria está associado à redução de casos de dengue, zika e chikungunya. Em Niterói, no Rio de Janeiro, onde a tecnologia cobre todo o município, os casos de dengue tiveram redução de 89%.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google