Candidatura

“Não abaixe a cabeça”: Michelle Bolsonaro apoia Deltan após candidatura ser barrada

Fotografia em plano médio de ângulo contra-plongée (de baixo para cima) da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro discursando em palco de evento partidário do PL Mulher. Em primeiro plano, no centro da imagem, destaca-se Michelle Bolsonaro, uma mulher de pele clara e cabelos castanhos curtos estilo bob na altura do queixo. Enquadrada da cintura para cima e voltada de perfil de três quartos para a esquerda, ela sorri enquanto fala. Ela veste uma camisa polo branca com gola rosa-claro e detalhe do logotipo do partido no peito. Com a mão direita segura um microfone preto próximo à boca e gesticula de forma expressiva com a mão esquerda aberta para o alto. No plano intermediário e ao fundo, destaca-se um grande telão de LED em tons de azul, rosa e lilás exibindo a identidade visual do evento, com a sigla "PL" e inscrições do movimento feminino do partido. A iluminação de palco é frontal, brilhante e uniforme.
Michelle também concorre ao Senado. Foto: Zack Stencil/PL.

A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) saiu em defesa do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) após o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Floriano de Azevedo Marques indeferir o registro de sua candidatura ao Senado pelo Paraná.

Em um vídeo divulgado nas suas redes sociais na noite deste sábado (3), Michelle pediu votos ao ex-procurador e afirmou que ele não deve desanimar.

“Deltan, não abaixe a cabeça. Você é forte e corajoso e o povo de bem do Brasil ama a sua vida. Para resgatar a normalidade jurídica e o equilíbrio entre os poderes, nós precisamos de Deltan Dallagnol”, afirmou.

A decisão monocrática ocorreu a pouco mais de 12 horas do início oficial da votação no Brasil, mas ainda precisa passar pelo plenário do TSE. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia autorizado a candidatura e o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou no mesmo sentido.

Para Floriano, o TRE-PR colidiu com o entendimento da instância superior, que havia cassado o mandato. O ex-deputado afirmou que sua equipe jurídica irá recorrer.

O caso de Deltan tem como tema procedimentos disciplinares no Ministério Público Federal (MPF). O TSE entendeu que ele deixou o cargo de procurador antes de uma conclusão dos procedimentos para evitar uma eventual inelegibilidade. No final, os procedimentos acabaram arquivados.

Para Floriano, no entanto, “a inelegibilidade decorreu do comportamento fraudulento do ora requerido em face do risco disciplinar então existente, e não propriamente do resultado dos procedimentos disciplinares, os quais restaram frustrados exatamente pela manobra levada a cabo”.

Tanto Dallagnol quanto Michelle concorrem a uma das 54 vagas no Senado Federal. A direita considera a Casa estratégica por conta da competência para processar e julgar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Já há mais de cem pedidos de impeachment contra os membros da Corte, mas o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem resistido a incluir um deles em pauta.

Após a projeção pública com a Operação Lava Jato, Dallagnol se candidatou a deputado federal nas eleições de 2022 e foi o mais votado do Paraná, mas perdeu o mandato logo em seu primeiro ano.

Hoje, o sistema da Justiça Eleitoral já registra Deltan como inapto, mas seu nome já estava nas urnas após a decisão de Floriano. Com isso, a determinação do ministro é para que os votos sejam considerados nulos.

Também concorrem Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Graeml (PSD), Doutor Rosinha (PT), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Joaquim do MLB (UP), Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO).

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