A chegada do Grupo Muffato a Guarapuava e Palmas vai ganhar um novo capítulo. Depois de assumir as seis lojas compradas da rede Superpão, a companhia paranaense já planeja instalar um centro de distribuição na região Centro-Sul do Paraná para dar suporte à operação.

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A estrutura ainda está em fase inicial de planejamento. Segundo Adilson Correa, diretor comercial do Grupo Muffato, a empresa avalia se irá construir ou alugar um espaço, mas a necessidade de ter um centro de distribuição na região já está definida. “Vai ter, precisa ter”, afirmou o executivo durante a reabertura do Super Muffato Tarumã, em Curitiba, nesta sexta-feira (11).

A ideia é aproximar a logística das seis lojas e, principalmente, facilitar a operação com produtos frescos. O hortifrúti é um dos principais motivos para a criação de uma estrutura regional.

O grupo trabalha com compras diretas de produtores e pretende ampliar esse modelo também na nova região de atuação. Com um centro de distribuição mais próximo das lojas, frutas, verduras e outros produtos podem ser recebidos de produtores locais e redistribuídos rapidamente entre Guarapuava, Palmas e cidades próximas.

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A estratégia também reduz o tempo que os produtos passam em caminhões. Para o executivo, isso ajuda a preservar a qualidade dos alimentos e permite que a rede trabalhe mais próxima dos fornecedores regionais e com produtos frescos.

O Muffato já trabalha de forma descentralizada. Por isso, possui seis centros de distribuição: um em São Paulo e cinco no Paraná. O CD na região será o sétimo da rede, o que ajuda as operações a terem mais agilidade.

Mudanças de bandeira em 20 dias

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A compra da rede Superpão, em julho, envolveu cinco lojas em Guarapuava e uma em Palmas, marcando a entrada da rede em Guarapuava e completando sua presença em todas as regiões do Paraná.

A transformação das unidades aconteceu em ritmo acelerado. De acordo com Correa, o grupo levou quatro dias para assumir cada loja. Um tempo recorde, no qual cada loja passou por limpeza geral, reorganização do layout, contagem e adequação dos produtos, inclusão do mix do Muffato e troca de toda a comunicação visual. O trabalho foi feito loja por loja, com equipes de diferentes áreas deslocadas para a região.

A operação começou com uma unidade e avançou pelas demais até que as seis passassem a funcionar com as bandeiras Super Muffato ou Max Atacadista.

“Levamos as melhores pessoas de cada praça, de cada setor nessa jornada”, contou o diretor comercial. Ele próprio permaneceu 21 dias na região acompanhando o processo.

A maior parte dos funcionários do antigo Superpão também permaneceu. Segundo Correa, aproximadamente 80% da equipe foi aproveitada pelo Muffato, após avaliação e manifestação de interesse dos trabalhadores. De acordo com a direção do Muffato, só saiu quem não quis permanecer.

A rede também começou a reconstruir a relação com fornecedores locais. Mais de 100 fornecedores da região foram cadastrados novamente, segundo o executivo, com a intenção de manter nas prateleiras produtos característicos do mercado local ao lado do mix geral do Muffato.

Sem planos de atravessar a divisa

Apesar da expansão recente e da rede alcançar “os quatro cantos” do Paraná, o Grupo Muffato não pretende, neste momento, avançar para Santa Catarina ou Rio Grande do Sul. Segundo Correa, ainda existe espaço para crescer dentro do próprio Paraná e também no interior de São Paulo.

Com a aquisição das lojas do Superpão, o Muffato passou a atuar também no Centro-Sul, região onde ainda não estava presente. A própria empresa já havia destacado que a operação tinha um significado especial por levar a rede a Guarapuava, cidade ligada à história da família Muffato.