Após a onça-parda de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, outro animal silvestre surpreendeu moradores de uma área urbana no Paraná. Um jacaré de 1,5 m de comprimento tem chamado a atenção dos moradores do bairro Porto Seguro, em Paranaguá, no Litoral.

O bicho da espécie jacaré-de-papo-amarelo apareceu há duas semanas no Rio da Vila, afluene do Rio Itiberê que passa pelo bairro. O réptil é jovem e volta e meia chama a atenção da população ao ir tomar sol na beira do rio.

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Apesar da supresa da comunidade com o visitante ilustre, o jacaré na verdade é quem está em casa. “É o ambiente natural dele. O que aconteceu foi a expansão urbana, que acabou ilhando animais como esse em lugares pequenos”, explica a bióloga Fernanda Felisbino, do Instituto Água e Terra (IAT), no site do governo do estado.
Os jacaré-de-pap-amarelo vivem vivem nos rios da Mata Atlântica. Portanto, a proximidade de uma Unidade de Conservação – o Parque Estadual do Palmito – explica a aparição do réptil na área urbana de Paranaguá.

Jacaré de 1,5 m de comprimento surpreendeu moradores do bairro Porto Seguro em Paranaguá. Foto:Fernanda Felisbino / IAT

Os jacarés são carnívoros de topo de cadeia. Por isso, são importantes para a manutenção do ciclo de vida natural ao se alimentarem de animais mais velhos e doentes que não conseguem escapar de suas investidas.

Resgate

A orientação do IAT é não se aproximar de animais silvestres que surjam em áreas urbanas. Maltratar qualquer tipo de animal é crime. Segundo o artigo 24 do Decreto Federal 6.514/2008, é crime matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar, utilizar espécimes da fauna silvestre sem autorização da autoridade competente. A pena é detenção de seis meses a um ano e multa.

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A orientação para quem encontrar animais silvestres em cidades é acionar o Batalhão de Polícia Ambiental/Força Verde da Polícia Militar pelo telefone 180, o Corpo de bombeiros pelo telefone 181 ou o IAT. Em Curitiba, o telefone do órgão ambiental é (41) 3213-3038. “São os órgãos ambientais que irão providenciar o resgate e a soltura dos animais em ambientes seguros”, explica bióloga e chefe do Setor de Fauna do IAT, Paula Vidolin.