A partir desta quinta-feira (10), os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entram em greve por tempo indeterminado no Paraná. O movimento ocorre após a adesão dos sindicatos às paralisações convocadas em todo o país. Em média, mais de 200 agências podem deixar de atender o público.

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A paralisação ocorre em meio às negociações trabalhistas e às insatisfações da categoria. Segundo a Federação dos Bancários do Estado do Paraná (Feeb-PR), as discussões envolvem os acordos coletivos e, principalmente, o Saúde Caixa. 

Os trabalhadores cobram mudanças nas regras de financiamento do plano de saúde, além de reivindicações relacionadas à carreira, condições de trabalho, remuneração e direitos.

No Banco do Brasil, os trabalhadores reivindicam ganho real nos salários, acima da inflação medida pelo INPC, além de melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), reajustes nos benefícios e garantias de emprego. A categoria também pede o fim das metas consideradas abusivas.

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No Paraná, dez sindicatos aderiram à paralisação da Caixa, incluindo Curitiba. Entre as agências do Banco do Brasil que serão afetadas estão as de Cascavel, Cianorte, Goioerê, Paranaguá, Pato Branco, Ponta Grossa e União da Vitória. Já os Sindicatos dos Bancários de Foz do Iguaçu, Maringá e Telêmaco Borba rejeitaram a greve.

Caixa tenta negociar acordo

Às vésperas da paralisação, a Caixa tenta avançar nas negociações dos acordos trabalhistas. Nesta quarta-feira (9), uma reunião de negociação está prevista para ocorrer antes da organização da greve, marcada para as 19h. Até o momento, no entanto, a paralisação está mantida.

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Segundo o Sindicato dos Bancários de Curitiba, a greve pode ser suspensa caso uma nova assembleia delibere pelo fim do movimento após a reunião. Pelo menos nesta quinta-feira (10), porém, a paralisação deve atingir as agências da capital.

A estimativa é de que 39 agências de Curitiba e 26 da Região Metropolitana sejam impactadas pela paralisação, além da sede na Praça Carlos Gomes e da Caixa Cultural.

Prazos de pagamentos mudam com a greve?

Não. O fechamento das agências não altera automaticamente os prazos de vencimento de contas e boletos. A obrigação de realizar os pagamentos nas datas previstas permanece, já que os bancos mantêm alternativas digitais e outros canais de atendimento em funcionamento.

Por isso, quem tiver uma conta ou boleto com vencimento durante a paralisação deve utilizar os canais disponíveis para efetuar o pagamento dentro do prazo. Caso a quitação não seja feita na data prevista, podem ser cobrados juros e multa por atraso, além do risco de inadimplência.