O Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, ganhou novos habitantes. Após um período médio de incubação de 24 dias, nasceram 14 filhotes de periquito cara-suja (Pyrrhura griseipectus), espécie ameaçada de extinção e nativa da Mata Atlântica.
Durante a incubação, a equipe de Neonatologia acompanhou parâmetros como temperatura, umidade, desenvolvimento embrionário e batimentos cardíacos, garantindo as condições adequadas para cada fase do processo.
Nas primeiras semanas de vida, os filhotes permanecem sob cuidados intensivos. Depois desse período inicial, eles são transferidos para um recinto interno, onde continuam o desenvolvimento com acompanhamento técnico especializado. Atualmente, o parque abriga 15 indivíduos adultos da espécie sob cuidados humanos.
Os novos nascimentos fazem parte de um manejo reprodutivo planejado, que organiza os grupos de forma estratégica para garantir variabilidade genética e a sustentabilidade populacional da espécie no longo prazo.
Etapa de sucesso
O nascimento dos filhotes é resultado de um trabalho técnico voltado à manutenção e ao fortalecimento da população do periquito cara-suja. O Parque das Aves lidera um projeto de conservação da espécie em parceria com a Aquasis. Dentro dessa iniciativa, o parque atua na reprodução das aves sob cuidados humanos.
“A formação de uma população de segurança é uma estratégia essencial para espécies ameaçadas. Ela garante uma base genética e demográfica estável caso ocorram perdas significativas na população em ambiente de ocorrência natural. Cada filhote que nasce amplia essa segurança e fortalece o planejamento de longo prazo para a espécie”, ressalta a supervisora de Manejo do Parque das Aves, Analy Terme.

Como resultado desse trabalho conjunto, dois periquitos cara-suja nascidos no Parque das Aves foram reintroduzidos na Serra da Aratanha, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará, em outubro de 2024.
Segundo a diretora técnica do parque, Roberta Manacero, cada nascimento é fruto de um trabalho técnico rigoroso. “Cada nascimento de uma espécie ameaçada é resultado de um planejamento genético cuidadoso, além de acompanhamento sanitário e decisões estratégicas construídas ao longo do tempo”, afirma.
O periquito cara-suja enfrenta, há décadas, a redução de sua população na natureza, principalmente no Ceará, em razão da perda de habitat e da captura ilegal. Por isso, cada novo indivíduo nascido sob cuidados humanos fortalece a base genética da espécie e amplia as possibilidades de ações de conservação.
*Com informações do Parque das Aves
Manda pra Tribuna!
Você conhece pessoas que fazem coisas incríveis, viu alguma irregularidade na sua região? Quer mandar uma foto, vídeo ou fazer uma denúncia? Entre em contato com a gente pelo WhatsApp dos Caçadores de Notícias, pelo número (41) 9 9683-9504. Ah, quando falar com a gente, conte sobre essa matéria aqui! 😉



