O Instituto Água e Terra (IAT) colocou na mesa, nesta quarta-feira (04/03), o resultado de um cardápio de fiscalizações que deixaria qualquer defensor da natureza com água na boca. Durante o período de defeso da Piracema, entre 1º de novembro e 28 de fevereiro, a casa dos peixes paranaenses ganhou proteção especial com seis forças-tarefas que renderam números expressivos: 222 quilos de peixe apreendidos, 20 Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos e uma conta salgada de R$ 169.262,00 em multas aplicadas aos infratores.
A receita da fiscalização incluiu ingredientes variados, espalhados por 17 corpos hídricos em 41 municípios do Paraná. Na panela das abordagens, 554 embarcações de pescadores foram verificadas quanto à documentação e equipamentos. O resultado dessa mistura foi a apreensão de 19.510 metros de redes, nove tarrafas, 2.150 metros de cordas com espinhéis e 429 varas de pesca, além de outros materiais que não entraram na lista dos permitidos.
A tradição de restringir a pesca durante o defeso não é novidade na cozinha ambiental paranaense. O IAT segue à risca essa receita, determinada pela legislação federal e estadual, com um objetivo claro: preservar o momento especial de reprodução dos peixes nativos que habitam a bacia hidrográfica do Rio Paraná.
Mesmo com o fim do período da Piracema, os fiscais do IAT garantem que o fogão da fiscalização continuará aceso, mantendo o olhar atento para coibir práticas ilegais nos rios do Paraná. A lei de crimes ambientais não economiza no tempero das penalidades: multas a partir de R$ 1,2 mil por pescador, com acréscimos generosos por material apreendido e quilo pescado.
Para dar conta dessa empreitada gastronômica ambiental, 25 fiscais de diferentes regionais do IAT trabalharam em conjunto, navegando em embarcações e realizando vistorias por terra. A sobremesa veio na forma de fiscalizações de rotina durante todo o período, realizadas por equipes do IAT e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA).



