O deputado Filipe Barros (PL) participou nesta segunda-feira (24) de sabatina no programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo. Ele é candidato ao Senado pelo Paraná em chapa formada com o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo).
Filipe se definiu como um “jovem de 35 anos, corajoso e trabalhador” e falou sobre as pautas que pretende defender se chegar à Casa Alta nestas eleições.
O parlamentar elencou a defesa de uma reforma no Poder Judiciário, combate ao crime organizado e avanço na infraestrutura do Paraná como as principais bandeiras que terá se eleito.
Nelas, estão inclusos pontos como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que cometerem “abuso de autoridade e crime de responsabilidade ao longo desses últimos anos”, criação de mandatos para os magistrados, que hoje têm cargos vitalícios, e estabelecimento de idades mínima e máxima para que possam ser indicados à Corte.
Ele citou Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como os ministros para os quais defende remoção do cargo e afirmou que, em um cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito e que ele mesmo esteja no Senado, fará questão de votar contra as quatro indicações do petista ao STF.
Foram listados ainda entre suas prioridades o destravamento do debate sobre a Nova Ferroeste, iniciativa que pretende assumir parte da atual Malha Sul de ferrovias, e melhorias no Porto de Santa Helena.
“Boa parte dos insumos agrícolas que o Brasil inteiro utiliza vem através do porto de Paranaguá. Mas, lamentavelmente, a nossa linha ferroviária não acompanhou o desenvolvimento e o avanço da nossa produção agrícola”, disse.
Olhar para o Paraná como um todo
Ao responder a questionamento sobre como pretende atuar no Senado para atender demandas do estado como um todo, e não apenas de algumas regiões, o deputado afirmou que “nunca ficou preso dentro de gabinete”. “Eu rodo o estado inteiro de norte a sul, leste a oeste. E é com essa mesma energia que eu quero continuar, dessa vez no Senado Federal, percorrendo todas as regiões do nosso estado e levando as demandas e os problemas do nosso estado para serem resolvidos”.
Como exemplos de problemas a serem resolvidos, Filipe citou o “avanço do crime organizado” no estado, principalmente no contexto do Porto de Paranaguá, e “problemas no fornecimento de energia elétrica”. Apesar de ter classificado Ratinho Júnior (PSD) como “um bom governador”, o deputado fez críticas ao funcionamento da Copel, privatizada durante sua gestão.
“A Copel era uma das melhores companhias de energia elétrica do Brasil. Depois que ela foi privatizada, hoje ela é uma das piores, com problemas de fornecimento de energia que tem causado prejuízos para os psicultores paranaenses, para os aviários e industriais”, declarou.
Filipe Barros comentou ainda a ausência do candidato de seu partido ao governo do Paraná, o senador Sergio Moro, em debate promovido pela Band no dia 9 de agosto. Na ocasião, Moro disse se tratar de um “jogo combinado” para desgastar sua candidatura. Para Filipe, faltar ao evento não foi um desrespeito ao eleitor, mas uma decisão “acertadíssima” diante de suposta estratégia em conjunto “do PT e PDT com o PSD e MDB” para tentar atacar Moro. “Mas você pode ter certeza que nos próximos debates ele irá participar”, disse.

Jogo rápido
Ao final da entrevista, em que os candidatos têm que responder se apoiam ou não determinados temas, Barros se declarou a favor do voto impresso, redução da maioridade penal, fim do foro privilegiado, teto de gastos e escolas cívico-militares.
Disse ser contra as bets, a legalização do aborto e o uso de câmeras nos uniformes de policiais. Sobre a escala 6×1, disse ser favorável “desde que debatido no momento correto”. Durante a sabatina, mencionou defender um modelo em que o trabalhador receba por hora trabalhada, em acordo negociado diretamente com o empregador.
A Gazeta do Povo promove em seu canal do YouTube uma série de entrevistas com candidatos ao Senado pelos estados do Paraná e de São Paulo. Serão convidados todos os candidatos e candidatas cujos partidos têm representação mínima no Congresso Nacional (ao menos cinco parlamentares eleitos).
As entrevistas terão duração de 45 minutos e ocorrem ao vivo, das 9h15 às 10h, no programa Café com a Gazeta. Além do canal da Gazeta do Povo no YouTube, elas também serão veiculadas no portal de notícias.
