Luiziana

Filhote de onça-parda resgatada no Paraná inicia reabilitação para voltar à natureza

Fotografia do rosto de um filhote de felino de onça-parda, aninhado sobre um cobertor felpudo vermelho. O animal está deitado com a cabeça baixa, olhando diretamente para a câmera com olhos grandes e escuros. É possível ver bigodes brancos longos se destacando contra o fundo escuro desfocado atrás dele. As orelhas estão eretas, uma virada para frente e outra levemente para o lado.
Filhote de onça-parda estava próximo de posto de gasolina. Foto: Ana Luisa Mello.

Uma filhote de onça-parda resgatada próximo a um posto de combustíveis em Luiziana, no Centro-Oeste do Paraná, foi transferida para o Centro Universitário UniFil, em Londrina, nesta sexta-feira (21). No local, ela passará por tratamento e reabilitação antes de ser devolvida à natureza.

Com idade estimada entre três e quatro meses, a onça foi resgatada na noite de quinta-feira (20) pela Polícia Ambiental de Campo Mourão. O animal apresentava sinais de desnutrição e desidratação e foi levado para atendimento de urgência na Clínica Veterinária do Centro Universitário Integrado.

Para garantir a segurança da equipe e da própria filhote, o animal foi sedado. Em seguida, passou por avaliação física, coleta de sangue, ultrassonografia e radiografias. Testes rápidos para doenças como imunodeficiência felina (FIV), leucemia felina (FeLV) e parvovirose deram negativo.

“Não foi notada nenhuma alteração, nenhum ferimento aparente ou trauma. Todos os exames e testes apresentaram normalidade”, explicou Emilaine Bonete, médica veterinária do Integrado e especialista em animais selvagens. A principal suspeita da equipe é de que a filhote tenha sido abandonada pela mãe ou que outros animais do grupo tenham sido mortos. 

Após despertar da anestesia, a fêmea apresentou uma reação positiva e voltou a se alimentar. Com a recuperação inicial confirmada, o Instituto Água e Terra (IAT) realizou o transporte para Londrina.

“Assim que ela estiver totalmente reabilitada e com os sinais vitais restabelecidos, o encaminhamento será para uma área de soltura devidamente cadastrada no Paraná, devolvendo esse animal ao seu habitat natural”, explica Mateus Rodrigues Gozer, agente de execução técnica e manejo de meio ambiente do órgão estadual.

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