As Cataratas do Iguaçu registram vazão quase 1 milhão de litros por segundo abaixo da média histórica devido à estiagem que atinge o Paraná. De acordo com a atualização mais recente do parque, divulgada neste sábado (11/4), o volume está em cerca de 500 mil litros por segundo, abaixo do padrão considerado normal para o período.
A mudança no cenário das quedas d’água reflete os efeitos da seca, que já atingiu 22 municípios paranaenses em 2026. Desses, 17 ainda permanecem com decretos ativos de situação de emergência. Segundo a Defesa Civil do Paraná, os prejuízos acumulados chegam a aproximadamente R$ 607,5 milhões.
A redução do volume no Rio Iguaçu, que atravessa o estado de Leste a Oeste, impacta na força das quedas no parque. O cenário também põe em risco a geração de energia na Usina Hidrelétrica de Itaipu caso a estiagem persista. Em 2024, por exemplo, a produção da usina registrou queda de cerca de 20% em relação ao ano anterior devido à estiagem.
Com menor vazão, a aparência das águas também muda. O tom das águas das quedas fica mais claro, já que há menos força para revolver sedimentos do leito do rio, diferentemente do aspecto mais turvo observado em períodos de cheia. Veja, abaixo, como está:
Apesar do volume reduzido, o parque segue funcionando normalmente e aberto à visitação. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e aos fins de semana, das 8h30 às 16h.



