A OAB Paraná vai realizar este ano a segunda edição do projeto Elas Protegidas – Carnaval Seguro, uma iniciativa que oferece acolhimento emergencial, orientação jurídica e encaminhamento para mulheres em situação de violência.
O canal de atendimento, exclusivo e gratuito, funcionará 24 horas pelo telefone 0800 643 8901, garantindo suporte ininterrupto durante todo o período festivo.
Coordenado pela Comissão das Mulheres Advogadas, o projeto conta com o apoio das Comissões de Prerrogativas e de Direito Criminal da instituição. A edição de 2026 segue o modelo bem-sucedido implementado em 2025, quando o programa foi lançado como piloto.
Entre os dias 14 e 18 de fevereiro, advogadas e advogados voluntários trabalharão em regime de plantão, oferecendo atendimento humanizado e qualificado. A organização do serviço prevê escalas previamente estruturadas, com registro de ocorrências e encaminhamentos em formulários específicos, assegurando tanto a eficiência quanto a confidencialidade dos casos.
O projeto vai além da orientação jurídica inicial. Quando necessário, as mulheres serão encaminhadas aos órgãos competentes e à rede pública de proteção. A iniciativa também contempla caráter preventivo e educativo, reforçando o compromisso da OAB Paraná na defesa dos direitos femininos.
“Ano passado fizemos o projeto piloto que foi muito bem aceito pela sociedade paranaense. 44 advogados e advogadas estiveram conosco em regime de plantão para atender mulheres que passaram por qualquer ato de violência nesse período festivo, em que aumentam significativamente as diversas formas de violência contra a mulher. Neste ano, contamos com um time da advocacia paranaense comandando pela Comissão das Mulheres Advogadas em parceria com as comissões da Advocacia Criminal e Prerrogativas para atender as mulheres novamente”, esclarece a presidente da Comissão das Mulheres Advogadas, Aline Cordeiro Andriolli.
A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente os ODS 5 (Igualdade de Gênero) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes). O atendimento é garantido sem qualquer forma de discriminação, respeitando a diversidade e considerando as múltiplas vulnerabilidades das mulheres atendidas.
