Alunos da rede pública do Paraná terão a partir do segundo semestre deste ano inserções de educação financeira na grade escolar regular. A ideia é de que 600 mil alunos entre entre o 3.º e 9.º ano do ensino fundamental tenham contato com o tema para ajudar na saúde econômica das próprias famílias. Em 2019, por exemplo, 90% das famílias paranaenses tinham dívidas, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Paraná (Fecomércio-PR).

Com o projeto-piloto, permitido por parceria entre a Secretaria de Educação do Paraná (Seed) e o Banco Central, os jovens paranaenses terão conhecimento para tomar decisões no futuro de quando pedir empréstimo ou assumir um financiamento, por exemplo. O projeto entre o Banco Central e a Seed envolve um estado de cada região e no Sul o Paraná foi escolhido.

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“A lógica é criar uma cultura do uso responsável dos recursos financeiros, com hábitos saudáveis”, explica Ralph Gomes Alves, diretor de Educação da Seed.

Outro ponto importante do projeto é que os ensinamentos serão repassados também para a família dos estudantes, que serão agentes multiplicadores da educação financeira. “Um conjunto de atividades nas quais os alunos envolverão pais e responsáveis. Enquanto criança, eles poderão ajudar os pais no não comprometimento financeiro”, ressalta o diretor da Seed.

Finanças entre as aulas

O tema educação financeira não será aplicado à parte, mas inserido entre disciplinas como matemática e ciências humanas e sociais. Os professores, que serão capacitados a partir de março, vão trabalhar os conceitos nas aulas regulares.

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“Quando for tratado de porcentagem, por exemplo, o professor vai inserir a temática com textos, materiais específicos e exemplos práticos”, explica Alves.

Representantes da Seed estão tendo treinamento em Brasília, com uma equipe do Banco Central. Em março, equipes regionais serão capacitadas e em abril professores e diretores receberão as instruções que serão repassadas aos alunos no segundo semestre. As escolas que vão participar do programa serão definidas por meio de adesão.

“Queremos que todas as escolas participem. Para a Seed, a expectativa é de que mais de 90% das escolas participem”, disse o diretor de educação. O programa será estendido também às escolas municipais.