A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus aumentou o número de endividados no Paraná. Com a redução na renda das famílias, 15,3% dos paranaenses não estão conseguindo pagar as suas dívidas segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) do mês de julho desse ano. É o maior índice já registrado pela entidade.

LEIA MAISPandemia fez 47 mil paranaenses perderem emprego formal, mas junho aponta melhora

Apesar da crise, o volume de endividados continua estável no Paraná, 90% das famílias no estado estão com alguma dívida. Com a redução na renda das famílias, o pagamento das contas está cada vez mais complicado. Segundo dados da Fecomércio PR, a parcela de pessoas com contas em atraso subiu de 29,9% em junho para 30,4% neste mês.

O número de famílias que não tem condições de pagar as contas aumentou pelo terceiro mês consecutivo. O perfil que mais se sobressai entre os endividados que não tem como pagar as dívidas são de famílias que ganham mais de dez salários mínimos e que nunca tiveram dificuldades para pagar as contas como agora.

Entre as famílias que ganham menos de dez salários mínimos, a situação de endividamento é ligeiramente menor. 14,9% dizem que não terão condições de pagar as contas atrasadas. A inadimplência atinge as classes C, D e E, mas em proporção inferior à registrada entre as classes A e B.

Cartão de crédito é o vilão

A pesquisa da Fecomércio PR aponta que o cartão de crédito é o principal vilão entre as dívidas, com 69,9%. Em seguida, o financiamento imobiliário aparece em seguida, com 9,9% e o financiamento de veículo, com 9,8%, além dos carnês (4,2%), crédito consignado (2,4%) e crédito pessoal (2,4%).