De janeiro a junho deste ano, 47 mil paranaenses perderam o emprego por causa da crise do novo coronavírus. No entanto, apesar de três meses seguidos de números negativos, o estado registrou em junho a criação de 2.829 empregos com carteira assinada, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28).

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O saldo negativo de empregos do primeiro semestre colocou o Paraná em 20º no ranking das unidades federativas. No entanto, o estado registrou resultados melhores que Santa Catarina, com menos 53 mil empregos, e Rio Grande do Sul, que perdeu 94 mil empregos. As grandes metrópoles colo São Paulo (-364 mil) e Rio de Janeiro (-184 mil) estão longe de se recuperar da crise.

O ano de 2020 foi marcado pelos três primeiros meses de saldo positivo e três meses de aumento no desemprego. Em janeiro, 17 mil admissões foram feitas e em fevereiro 28 mil. Porém, março apresentou queda de 13 mil e abril 55 mil pessoas perderam seu emprego formal.

No consolidado do ano, o Paraná aparecem em terceiro lugar no número absoluto de contratações e na quarta posição no salto total de vagas de trabalho. O estado fica apenas atrás de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

Saldo positivo em junho

Após três meses de aumento no desemprego, o Paraná passou a apresentar índice positivo com relação a criação de empregos formais. Em junho, os setores que mais se destacaram foram construção civil (saldo de 1.828 empregos criados), seguido de indústria de transformação (1.438), serviços industriais de utilidade pública (161), agricultura (77), serviços (46).

O comércio foi o setor que mais apresentou demissões, com 721 no mês. Houve saldos negativos também em transporte, armazenagem e correio (-663), alojamento e alimentação (-1.577) e artes, cultura, esporte e recreação (-309).

Os municípios que conseguiram se sobressair foram Arapongas (593 empregos gerados), Ponta Grossa (450), Matelândia (371), Cascavel (319), Ortigueira (308), Curitiba (301), Cambé (185), Campo Largo (149), Palotina (147) e Andirá (139). Grandes centros como Maringá (-600), Foz do Iguaçu (-442), Londrina (-409), Fazenda Rio Grande (-183) e Colombo (-168) ainda sofrem com os impactos da pandemia.