A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anunciou mudanças na política financeira e decidiu aumentar o limite de endividamento considerado ideal para o negócio. A meta de alavancagem financeira — índice que mede o tamanho da dívida em relação à capacidade de geração de recursos (o chamado Ebitda) — subiu de 2,8 para 2,9 vezes.

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Na prática, isso significa que a empresa optou por utilizar uma fatia maior de recursos emprestados para financiar as operações e investimentos, buscando potencializar os resultados.

Com a decisão, a margem de segurança da companhia também mudou. A faixa de endividamento aceitável pela Copel, que antes ficava entre 2,5 e 3,1 vezes a geração de caixa, passou para o intervalo de 2,6 a 3,2 vezes. Além disso, se o endividamento sair desse patamar ideal, a empresa agora terá até dois anos para voltar ao nível desejado. Anteriormente, o prazo era de apenas um ano.

Apesar de aceitar um nível um pouco maior de dívidas, a Copel informou que a distribuição de lucros aos acionistas (dividendos) segue sem alterações. As regras continuam baseadas em três pontos centrais: manutenção do endividamento dentro dos limites de segurança; repasse mínimo de 75% do lucro líquido aos acionistas; pagamento de proventos ao menos duas vezes por ano.

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A empresa, responsável por atuar na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica no Paraná, foi privatizada em agosto de 2023.

Por que as mudanças ocorreram

Segundo a empresa, o objetivo da alteração é “assegurar uma alocação de capital equilibrada e sustentável”. O texto também cita a preservação da solidez financeira da companhia, o retorno aos acionistas, as oportunidades de investimento e a melhoria contínua no serviço prestado aos clientes.

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Em nota enviada à Tribuna do Paraná, a Copel informou que atualizou os parâmetros internos da sua gestão financeira com o intuito de “dar à empresa mais flexibilidade para planejar e executar seus investimentos de longo prazo”.

A estrutura da companhia combina capital próprio e recursos de terceiros captados por meio de dívidas. Por essa razão, é chamada de “estrutura ótima de capital”, reduzindo o custo de financiamento e aumentando o seu valor de mercado.