Na Grande Curitiba

Complexo industrial no Paraná recebe R$ 6 bi e mira liderança global em biodiesel

Grupo Potencial inaugura novas plantas e anuncia R$ 6 bilhões em investimentos na Lapa
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O Grupo Potencial deu início a um novo ciclo de crescimento com a inauguração de novas plantas industriais e o anúncio de investimentos de R$ 6 bilhões no complexo na Lapa, Região Metropolitana de Curitiba, até 2030. Nesta quarta-feira (25/03) aconteceu a inauguração da nova esmagadora de soja e da segunda maior planta de glicerina refinada do mundo.

O plano de expansão visa consolidar o complexo industrial paranaense como um dos mais avançados e integrados polos de agroenergia. Com isso, o Grupo Potencial se projeta para se tornar líder global no setor, abrigando a maior indústria de biodiesel em planta única do planeta.

A estratégia da empresa baseia-se no crescimento modular e na verticalização da cadeia produtiva, integrando diversas etapas do processo, desde o esmagamento de soja até a produção de biocombustíveis e energia renovável. A projeção anual inclui a produção de até 1 bilhão de litros de etanol, 1,7 bilhão de litros de biodiesel, 500 milhões de litros de óleo degomado e 9 milhões de metros cúbicos de biogás.

Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial, ressaltou a importância da verticalização: “Estamos consolidando um modelo industrial totalmente integrado, que começa no campo e termina na geração de energia limpa. Essa verticalização nos dá eficiência, competitividade global e segurança de suprimento.”

Projeto de ampliação do Grupo Potencial prevê faturamento de R$ 20 bilhões

O projeto prevê a ampliação do esmagamento de soja em duas etapas, alcançando 7 mil toneladas diárias. Além disso, será implementada a produção de etanol de milho em três módulos, totalizando 7.200 toneladas diárias. Com essa estrutura, o Grupo Potencial projeta um faturamento anual estimado em R$ 20 bilhões até 2030.

O impacto econômico do investimento é significativo, com uma injeção anual de recursos estimada em R$ 6,3 bilhões na economia local, considerando a compra de grãos. A operação também terá forte impacto logístico, com a movimentação de cerca de 117 mil viagens de caminhões por ano.

Hammerschmidt enfatizou o papel estratégico do Brasil na agenda energética global: “O Brasil tem vocação natural para liderar a produção de energias renováveis. Temos escala agrícola, tecnologia e capacidade industrial. Nosso objetivo é transformar essa vantagem competitiva em protagonismo internacional.”

O novo ciclo de investimentos se baseia em inovação tecnológica, eficiência operacional e compromisso com a descarbonização.

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