A Copel iniciou, nesta quinta-feira (18), as obras de ampliação das usinas hidrelétricas de Segredo e Foz do Areia, no Rio Iguaçu, no Paraná. O investimento total é de aproximadamente R$ 5 bilhões. Uma estrutura já existente em uma dessas barragens, no entanto, vai ajudar muito a reduzir o custo e o impacto geral causado pela ampliação.

continua após a publicidade

Túneis escavados na década de 1980 para desviar o leito do Rio Iguaçu para possibilitar a construção da barragem da Usina de Segredo, que fica em Reserva do Iguaçu, poderão ser reaproveitados. Apesar de estarem inutilizados desde o final da construção, eles poderão voltar a levar a água temporariamente, permitindo que duas novas turbinas sejam instaladas na estrutura que será construída.

Isso reduzirá consideravelmente o impacto ambiental, com o corte da vegetação, e também a interferência na PR-459, que passa sobre a barragem. O projeto de aumento da capacidade prevê uma segunda casa de força, que deverá ser construída próximo à que já existe, dentro da área da empresa. Não serão necessárias desapropriações ou alagamento de novas áreas.

Já na Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia), na cidade de Pinhão, o impacto também será mínimo, segundo a Copel. A iniciativa aproveita a planta original da estrutura (construída nos anos 1970), que já previa uma eventual ampliação da capacidade, o que reduz custos.

continua após a publicidade

A capacidade de geração de energia elétrica da Copel nestas usinas hidrelétricas deve aumentar 33%. As duas obras, as maiores da empresa desde os anos 1990, têm estimativa de movimentar quase 2 mil trabalhadores simultâneos, ampliando a capacidade das duas usinas para gerar 5 gigawatts (GW) de energia elétrica, o que seria suficiente para atender 14 milhões de pessoas.

Muito concreto e metal na ampliação de usinas hidrelétricas do Paraná

Apesar de aproveitar parte da estrutura já existente, os números que envolvem a obra são curiosos. O volume de concreto previsto é equivalente ao existente em dois estádios do Maracanã, enquanto a quantidade de aço utilizada corresponde à de uma Torre Eiffel.

continua após a publicidade

As obras marcam o maior ciclo de expansão da companhia em geração de energia nas últimas décadas. Viabilizadas após a empresa vencer o Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP), do Governo Federal, vão ajudar, também, a reforçar a segurança do sistema elétrico e aumentar a oferta de energia em momentos de maior demanda.

A previsão é de que as ampliações sejam concluídas até 2030.