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Precaução

Cinto de segurança reduz em 50% o risco de morte

No banco traseiro, quem não usa cinto tem cinco vezes mais chances de morrer

  • Por Cintia Végas, Estadão Conteúdo

O uso do cinto de segurança pelo condutor e pelo passageiro do banco dianteiro reduz em 50% o risco de morte em casos de colisões de trânsito, segundo informações divulgadas pelo Detran-PR. No banco traseiro, de acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), quem não usa o cinto tem cinco vezes mais chances de morrer do que quem utiliza.

Apesar da relevância dos dados, o número de motoristas e passageiros que deixam de colocar o equipamento de segurança é grande. Tanto que a importância do uso é o tema principal da Semana Nacional de Trânsito, que teve início ontem, com ações em diversas cidades brasileiras. Em Curitiba, atividades de orientação e distribuição de material educativo foram realizadas no Parque Barigui. Ao longo dos próximos dias, elas devem se repetir em outras localidades, como Boca Maldita e Shopping Estação.

“Infelizmente, as pessoas ainda não se conscientizaram que o uso do cinto de segurança não deve ser associado à multa, mas à segurança. Além de aumentar as condições de sobrevida em casos de acidente, o equipamento pode reduzir a gravidade das lesões dos acidentados”, diz a coordenadora da Unidade de Educação e Mobilização da Urbs, Maura Moro.

Para crianças com até 7 anos e meio de idade, o uso apenas do cinto não é suficiente. Por lei, elas devem ser transportadas em bebês conforto (de 0 a 1 ano de idade), em cadeirinhas (de 1 a 4) e em assentos de elevação (de 4 a 7 anos e meio). Já crianças de 7 anos e meio até 10 anos devem ser transportadas no banco traseiro, com cinto de segurança. “Os veículos foram projetados para adultos. Para que o cinto de segurança seja usado de forma correta, a pessoa deve ter altura mínima de 1,45 metro. Por isso, a importância do bebê conforto, da cadeirinha e do assento de elevação para garantir a segurança de crianças”.

Arte

Hoje, também como parte das ações da Semana, vinte esquinas da capital vão receber intervenções artísticas nas faixas de pedestres, feitas por pintores, cartunistas, ilustradores e grafiteiros. A iniciativa, chamada Arte na Faixa, será realizada através de uma parceria entre a Urbs (Urbanização de Curitiba S.A) e a Fundação Cultural, com o intuito de conscientizar os pedestres para que atravessem na faixa e os motoristas para que parem antes dela.

“As obras de arte vão ficar nas faixas até que se apaguem com o tempo. É um jeito bem humorado e atrativo de chamar a atenção para a necessidade do uso da faixa. A intenção é passar informação e fazer as pessoas refletirem sobre a questão através de algo positivo, que são os sentimentos despertados através da arte”, comenta a coordenadora de Artes Visuais da Fundação Cultural, Marili Azim.

Entre outras, as intervenções artísticas poderão ser conferidas nas esquinas da Avenida Marechal Deodoro com João Negrão, Dr. Muricy com XV de Novembro, Sete de Setembro com Marechal Floriano, Barão do Rio Branco com Visconde de Guarapuava, João Gualberto com Rua da Glória, Vicente Machado com Visconde de Nácar e Padre Agostinho com Cândido Hartmann. As obras também serão expostas de forma virtual, através de um hotsite (www.artenafaixa.com.br).

Curitiba tem 41 equipamentos de fiscalização eletrônica que contam com a função que flagra o avanço de sinal e parada sobre a faixa de pedestres. Nos últimos meses de julho e agosto, 8 mil motoristas foram notificados ao serem flagrados avançando sinal ou parando sobre a faixa.

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