Previsão do tempo

Ciclone bomba deixa o Paraná sob sete alertas do Inmet para tempo severo

Imagem mostra Curitiba em uma visão ampla, com uma grande nuvem de tempestade se aproximando.
Tempestade se aproxima do Paraná sob influência de ciclone extratropical formado no Sul da América do Sul, com previsão de ventos intensos e chuva forte nesta quinta e sexta-feira. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná/Daniel Castellano.

O Paraná enfrenta nesta quinta-feira (06) um dia de tempo severo provocado por um ciclone extratropical (ciclone bomba) formado no Sul da América do Sul. Tempestades fortes, rajadas de vento acima de 50 km/h e risco de granizo atingem principalmente as regiões oeste e sul do estado a partir da tarde. Segundo a previsão do tempo para Curitiba, a temperatura oscila entre 17 ºC e 21 ºC, com chuva prevista de 6,4 mm. O cenário se agrava na sexta-feira (07), quando o ciclone bomba intensifica ventos que podem ultrapassar 80 km/h em todas as regiões paranaenses. Ao todo, entre quinta e sexta-feira, o Paraná tem 7 aletas de tempo severo pelo Inmet.

Segundo o meteorologista Leonardo Furlan, do Simepar, o amanhecer já registrou instabilidade no estado. “A intensificação de uma área de baixa pressão sobre os países vizinhos eleva os índices de instabilidade no Paraná nesta quinta-feira. Nesse cenário, o amanhecer é marcado pela ocorrência de tempestades na faixa oeste do estado, onde são registradas chuvas com moderada a forte intensidade, rajadas de vento, descargas atmosféricas e granizo localizado. Nas próximas horas a tendência é que as instabilidades avancem para o Centro, Noroeste e Sul, de forma desorganizada, com algumas tempestades pontuais”, afirma.

Na noite de quinta-feira, o ciclone avança para o Oceano Atlântico com queda acentuada de pressão em seu centro. Paralelamente, a frente fria associada ao sistema começa a avançar sobre o Paraná como uma linha de instabilidade, atingindo inicialmente as regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul com tempestades severas e ventos superiores a 80 km/h.

Para quinta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas:

  • Alerta amarelo (Perigo Potencial): Válido das 00h00 às 23h59 de quinta-feira, prevê chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo. Há baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
  • Alerta laranja (Perigo): Válido das 00h00 de quinta-feira às 07h30 de sexta-feira, indica chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos entre 60 e 100 km/h e queda de granizo. Há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

Previsão do tempo para sexta-feira em Curitiba e Paraná

Entre a madrugada e a manhã de sexta-feira (07), a linha de instabilidade avança pelas demais regiões em direção ao nordeste do estado, mantendo o risco de temporais severos e ventos acima de 80 km/h. Ao longo da sexta-feira, o ciclone sobre o Atlântico deve atingir o nível de ciclogênese explosiva (ciclone bomba). As instabilidades continuarão atuando no Norte, Campos Gerais e Leste paranaense, com rajadas de vento superiores a 60 km/h.

Para a sexta-feira, o Inmet emitiu um aviso de Vendaval (Perigo) para todo o Paraná, válido durante todo o dia, com ventos entre 60 km/h e 100 km/h e risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos em edificações e plantações. No restante do Paraná, permanece o aviso de Tempestade (Perigo) até 07h30 de sexta-feira, além de um alerta amarelado de Vendaval (Perigo Potencial) válido até sábado (08/08), às 23h59, com ventos entre 40 km/h e 60 km/h e baixo risco de queda de galhos.

O que fazer e para quem ligar em caso de emergência?

Com o avanço das áreas de instabilidade e o risco de vendavais e tempestades no Paraná, adotar medidas preventivas é fundamental para evitar acidentes. A principal recomendação da Defesa Civil é buscar abrigo em construções de alvenaria bem estruturadas, mantendo distância de janelas de vidro, árvores, postes e coberturas metálicas. Caso esteja na rua ou no trânsito, evite estacionar próximo a estruturas frágeis e jamais tente atravessar alagamentos e enxurradas, seja a pé ou de carro. Dentro de casa, retire os eletroeletrônicos das tomadas para se proteger de descargas elétricas e surtos na rede elétrica durante os raios.

Em situações de emergência ou risco iminente, é essencial acionar rapidamente os órgãos competentes do estado. Para casos de desabamento, alagamentos graves ou acompanhamento de áreas de risco, o contato da Defesa Civil é o 199. Se houver necessidade de resgate ou queda de árvores sobre vias e imóveis, ligue para o Corpo de Bombeiros no 193. Para comunicar a presença de fios partidos e cabos energizados caídos na rua, acione a Copel pelo 0800 51 00 116 ou pelo aplicativo da companhia. Caso haja feridos, o atendimento médico de urgência do SAMU deve ser chamado pelo 192.

Qual a diferença entre ciclone extratropical e ciclone bomba?

A diferença entre eles está na velocidade de intensificação: o ciclone extratropical é uma área de baixa pressão atmosférica comum em médias e altas latitudes, formada pelo contraste entre massas de ar quente e frio, enquanto o ciclone bomba é um tipo específico de ciclone extratropical que sofre uma “ciclogênese explosiva”, ou seja, uma queda extremamente rápida e severa da pressão atmosférica central (de pelo menos 24 milibares em 24 horas). Na prática, todo ciclone bomba é um ciclone extratropical, mas sua queda brusca de pressão o torna muito mais devastador, gerando vendavais e tempestades de intensidade significativamente maior em um curto período de tempo.

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