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Bombeiros alertam sobre uso seguro de fogos durante a Copa; veja dicas valiosas

Ambulância do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Foto: Roberto Dziura Jr / AEN

O início da Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (11) traz um alerta importante do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) sobre os cuidados necessários com fogos de artifício durante as comemorações. Apesar de serem tradicionalmente utilizados para celebrar gols e vitórias, o manuseio inadequado desses artefatos pode provocar queimaduras graves, incêndios e danos à rede elétrica.

A capitã Luisiana Guimarães Cavalca, porta-voz do CBMPR, ressalta que a segurança começa antes mesmo da soltura dos fogos de artifício. “A segurança começa na compra. É importante adquirir o produto em estabelecimentos regularizados, verificar se ele possui certificação e seguir todas as orientações do fabricante. Também é fundamental armazenar os fogos em local seco e seguro até o momento da utilização”, afirma à Agência Estadual de Notícias..

A oficial alerta que os artefatos não devem ser tratados como brinquedos e que acidentes podem causar consequências permanentes. “O torcedor quer comemorar um gol ou uma vitória, mas é importante lembrar que o fogo de artifício não é um brinquedo. Um único artefato utilizado de forma inadequada pode causar queimaduras graves, incêndios e colocar em risco não apenas quem o acende, mas também familiares, vizinhos e animais”.

Principais riscos no manuseio de fogos de artifício

Segundo o Corpo de Bombeiros, um dos principais perigos está no manuseio inadequado dos artefatos, especialmente quando são segurados nas mãos ou utilizados sem observar as orientações de segurança. As explosões podem provocar queimaduras de diferentes graus, lacerações e até amputações de dedos e mãos, além de lesões graves nos olhos e no rosto.

“A pessoa nunca deve utilizar fogos de artifício nas mãos nem permitir que crianças façam o acendimento. A soltura deve ser realizada por um adulto responsável, em local aberto e seguindo rigorosamente as orientações do fabricante”, destaca a capitã.

Além dos riscos de ferimentos, os fogos de artifício também podem causar incêndios quando utilizados próximos a materiais combustíveis, edificações, vegetação ou veículos. O risco aumenta quando os artefatos são instalados de forma inadequada ou em suportes instáveis, que podem tombar durante a execução e direcionar as chamas para locais impróprios.

Há também possibilidade de danos à rede elétrica, caso os fogos atinjam cabos ou equipamentos energizados. “A melhor comemoração é aquela que termina sem acidentes. Antes de utilizar qualquer artefato, a pessoa deve garantir que a soltura ocorra em local aberto, longe de edificações, veículos, vegetação e redes elétricas”, orienta.

Atenção redobrada durante período de baixa umidade

O alerta ganha ainda mais importância neste período do ano. O Paraná já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), desenvolvida pelo CBMPR em parceria com outros órgãos, para reforçar as ações de prevenção, monitoramento e resposta aos incêndios em vegetação.

Com a redução da umidade do ar e o aumento da presença de material seco no ambiente, qualquer fonte de ignição pode favorecer o surgimento de incêndios. “Os fogos de artifício podem funcionar como uma fonte de ignição, principalmente quando utilizados próximos a áreas com vegetação. Nesta época do ano, em que as condições são mais favoráveis à propagação do fogo, é fundamental redobrar os cuidados para evitar ocorrências que podem causar danos ambientais e colocar pessoas em risco”, explica a capitã.

Legislação municipal restringe uso de fogos com estampido

O CBMPR também orienta que a população verifique as regras vigentes em seu município antes de utilizar fogos de artifício. A Capital e diversas cidades paranaenses possuem legislação que restringe ou proíbe fogos com estampido, permitindo apenas artefatos com efeitos visuais e sem ruído, medida adotada para reduzir impactos sobre pessoas com hipersensibilidade auditiva, idosos, recém-nascidos e animais.

“É um momento de alegria que pode se tornar uma tragédia se não forem seguidas as orientações de segurança. Além dos cuidados com a utilização, é importante respeitar a legislação local e optar por formas de comemoração que não coloquem outras pessoas em risco”, conclui a capitã.

Paraná registra centenas de casos de queimaduras em 2026

O Paraná registrou 507 internações e 722 atendimentos do Samu por queimaduras entre janeiro e maio de 2026. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que, em 2025, foram 1.638 atendimentos de urgência e 1.962 internações hospitalares. O alerta se intensifica com a chegada das festas juninas, período em que aumentam os acidentes com fogo e líquidos quentes.

Dependendo da gravidade, as lesões podem levar à morte, além de resultar em internações prolongadas, cirurgias e cicatrizes permanentes.

Como agir em caso de queimaduras

Em queimaduras de primeiro grau, que causam vermelhidão, é necessário colocar a área afetada sob água corrente fria por dez minutos. Compressas úmidas e frias também são indicadas. Nas de segundo grau, que formam bolhas, não se deve furá-las, pois o corpo reabsorve o líquido naturalmente.

Para queimaduras de terceiro grau, em grandes extensões do corpo, por substâncias químicas ou eletricidade, é preciso acionar o Samu (192) ou Siate (193) imediatamente. Enquanto o socorro não chega, deve-se afastar a vítima do perigo, usar água corrente ou soro fisiológico por 10 a 15 minutos na área lesionada e retirar acessórios que possam agravar a lesão. Não se deve aplicar gelo ou outros produtos no ferimento.

Recomendações dos bombeiros para comemoração segura

  • Compre fogos apenas em estabelecimentos regularizados
  • Verifique se o produto possui certificação e instruções de uso
  • Armazene os artefatos em local seco e seguro
  • Nunca permita que crianças acendam fogos
  • Utilize os fogos somente em áreas abertas
  • Mantenha distância de edificações, veículos, vegetação e redes elétricas
  • Instale os artefatos em bases firmes e estáveis
  • Nunca segure fogos nas mãos durante a utilização
  • Não tente reacender artefatos que falharam
  • Verifique a legislação do seu município antes de realizar a soltura
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