Três universidades do Paraná tiveram desempenho considerado insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira (19/01). Ao todo, 107 instituições de ensino superior do país ficaram nas faixas de menor desempenho, sendo que 99 delas deverão sofrer algum tipo de sanção por parte do Ministério da Educação (MEC).
No cenário nacional, participaram do exame 304 cursos de Medicina, ofertados por instituições públicas federais e privadas. Desse total, 204 cursos alcançaram conceitos entre 3 e 5 no Enade, classificação considerada satisfatória pelo MEC.
O Enamed avalia diferentes aspectos da formação médica, como infraestrutura, existência de laboratórios e programas de monitoria, além da qualificação do corpo docente. O objetivo é monitorar a qualidade dos cursos de Medicina no país e garantir que as graduações sigam parâmetros mínimos e padronizados de formação profissional.
Confira, abaixo, a lista dos cursos do Paraná considerados como insatisfatórios:
| Universidade | Sigla | Cidade | Conceito ENADE |
| UNIVERSIDADE PARANAENSE | UNIPAR | Umuarama | 2 |
| CENTRO UNIVERSITÁRIO INGÁ | UNINGÁ | Maringá | 2 |
| UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA | UNILA | Foz do Iguaçu | 2 |
Sem FIES e redução de vagas
De acordo com o MEC, nos cursos que receberam conceitos entre 1 e 2, menos de 60% dos estudantes apresentaram desempenho considerado adequado no Enamed. Por isso, essas instituições passarão por ações de supervisão conduzidas pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres).
As medidas variam conforme o grau de risco identificado. Quanto maior a ameaça ao interesse público e à formação dos estudantes, mais rigorosas são as sanções aplicadas.
Segundo o MEC, na faixa 1, oito cursos do país tiveram menos de 30% dos concluintes considerados proficientes e sofrerão suspensão total de novos ingressos. Outros 13 cursos, com índices de proficiência entre 30% e 40%, terão redução de 50% na oferta de vagas.
Já na faixa 2, 33 cursos que apresentaram entre 40% e 50% de concluintes proficientes passarão por redução de 25% das vagas ofertadas. Esses três grupos também ficam impedidos de ampliar vagas e terão suspensa a participação no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de outros programas federais.
Outros 45 cursos que ficaram na faixa 2, mas com percentual de proficiência acima de 50%, não sofrerão medidas cautelares imediatas, mas estão proibidos de ampliar o número de vagas enquanto durar o processo de supervisão.
