O suspeito de atear fogo no vereador de Guaraqueçaba João Luiz Pinheiro Francisco, de 45 anos, foi preso nesta terça-feira (28). O crime aconteceu no domingo (26), na Ilha das Peças, Litoral do Estado. Segundo a Polícia Civil, o homem, de 49 anos, teria praticado o ato de forma premeditada ao usar combustível para incendiar a vítima.
João Luiz Pinheiro Francisco sofreu queimaduras em mais de 70% do corpo. Ele permanece internado no Hospital Regional de Paranaguá em estado grave. O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar e encaminhado à delegacia. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça.
O delegado do caso Emmanuel Lucas Moura conta que durante o interrogatório, o investigado alegou ter agido em razão de um suposto crime praticado pela vítima contra sua filha. No entanto, a apuração da polícia descartou essa versão.
Segundo a investigação, a motivação do crime está relacionada a um conflito envolvendo o uso de uma embarcação usada pelo investigado para trabalhar. “O barco era deixado de forma irregular na faixa de areia, gerando reclamações de moradores e atuação da vítima, na condição de vereador, para intermediar a situação”, diz.
Testemunhas disseram que o suspeito do atentado demonstrou insatisfação com a vítima por causa das reclamações. Ele foi visto rondando o local do crime diversas vezes antes de cometer o ataque.
A Polícia Civil indiciou o investigado por homicídio qualificado na forma tentada, com as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Câmara Municipal de Guaraqueçaba repudia ataque
Em nota divulgada na segunda-feira (27), a Câmara Municipal de Guaraqueçaba manifestou repúdio ao ataque sofrido pelo vereador João Luiz Pinheiro Francisco. “Trata-se de um ato inadmissível que atenta não apenas contra a integridade física de um representante eleito, mas também contra os princípios democráticos que sustentam o Poder Legislativo”.
A Câmera informou que todas as medidas necessárias para que os fatos sejam apurados serão adotadas, “garantindo o apoio institucional e jurídico cabível, a fim de que a justiça prevaleça”.
