Uma associada da Acamarti (Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Tibagi) sofreu um acidente com material perfurocortante durante o trabalho de triagem de resíduos nesta quinta-feira (22/01). A suspeita é de que o objeto seja material de uso veterinário, descartado de forma irregular no lixo comum.

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Logo após o ocorrido, a colaboradora recebeu atendimento imediato e iniciou o protocolo de segurança, incluindo exames e uso de medicação de quimioprofilaxia, conforme orientação da equipe de saúde. A enfermeira responsável pelo atendimento não escondeu sua indignação: “É uma judiação isso. Falta de respeito”, destacou, ao reforçar a gravidade e a recorrência desse tipo de acidente.

Este não é um caso isolado. A Prefeitura de Tibagi, através da Secretaria de Meio Ambiente, tem feito alertas constantes sobre a importância do descarte correto de materiais biológicos, como agulhas e objetos perfurocortantes. Mesmo assim, acidentes envolvendo trabalhadores da associação continuam acontecendo.

Cristiane S. do Prado, gerente de Vigilância Sanitária, explica que materiais como agulhas, scalp e resíduos biológicos são encontrados frequentemente no lixo comum encaminhado à Acamarti. “Está acontecendo o descarte irregular tanto de usuários de insulina quanto de empresas privadas, como clínicas odontológicas, estéticas e veterinárias. Esse tipo de resíduo oferece um risco enorme e já provocou vários acidentes com colaboradores”, alerta.

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A Vigilância Sanitária faz um apelo importante: pessoas que utilizam insulina devem devolver as agulhas usadas à farmácia municipal, onde é realizado o descarte seguro. Para as empresas privadas, a orientação é clara – são obrigadas a contratar empresas especializadas para a coleta e destinação correta desses resíduos, com recolhimento regular, geralmente a cada 15 dias, evitando riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Diante da situação, a Prefeitura de Tibagi pede a colaboração da população e das empresas para o cumprimento das normas de descarte e reforça que o descumprimento das orientações pode resultar em penalidades legais.

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