Tragédia

Acidente na BR-373: Tacógrafos são recolhidos e polícia aguarda laudos

Polícia investiga circunstâncias do grave acidente na BR-373. Foto: Reprodução / RPC

A colisão gravíssima entre veículos na madrugada desta quarta-feira (19), na BR-373, em Ipiranga, deixou 23 pessoas mortas e mobilizou as forças de segurança dos Campos Gerais. A investigação sobre as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilizações é conduzida pela Delegacia da Polícia Civil de Ipiranga, sob a responsabilidade da delegada Ingrid Priotto.

A equipe esteve no local desde o início da madrugada acompanhando o trabalho da Polícia Científica, onde recolheu fotografias, objetos e os tacógrafos para análise.

Segundo a delegada, o foco agora é aguardar o resultado das perícias para entender o que provocou a colisão. “Serão elaborados laudos periciais para que possamos ter certeza da dinâmica do acidente, do que de fato ocorreu e o que causou esse acidente, que infelizmente acabou vitimando 23 pessoas. Precisamos aguardar esses laudos periciais para saber a exata dinâmica e causa”, destacou a delegada à RPC TV.

Sobre o tacógrafo recolhido do caminhão, a delegada informou que o equipamento ainda passará por avaliação. “Até o momento, não temos nenhuma informação sobre o dispositivo em si. Ele será analisado pelos peritos. Foi retirado do local, mas ainda será analisado”, explicou. Como os motoristas dos dois veículos morreram na colisão, a Polícia Civil esclareceu que os exames também são fundamentais para avaliar eventuais responsabilidades de terceiros ou empresas, tanto na esfera cível quanto criminal.

Para amenizar o impacto para as famílias das vítimas em um momento de dor, o atendimento para a liberação dos corpos foi simplificado e não exige passagem prévia pelas delegacias. Os parentes podem ir diretamente à sede nova da Polícia Científica de Ponta Grossa, no bairro Varanas.

“As vítimas não precisarão se deslocar até as delegacias de polícia para registrar o fato e para ter acesso às requisições para a liberação dos corpos. A Polícia Civil está adiantando esse trabalho junto com a Polícia Científica e os familiares podem buscar diretamente a Polícia Científica”, orientou a delegada Ingrid Priotto.

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