Apesar do alerta global sobre a intensidade dos fenômenos climáticos do supertufão Sinlaku, no Oceano Pacífico, o Simepar declarou que o supertufão não interfere em nada no tempo no Paraná.
Recentemente, o Oceano Pacífico testemunhou a formação de um fenômeno de proporções gigantes: um supertufão Sinlaku. De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, o termo “supertufão” é utilizado para descrever ciclones tropicais que atingem ventos sustentados de pelo menos 241 km/h (150 mph). Essa intensidade é equivalente a um furacão de categoria 4 ou 5 na escala Saffir-Simpson, utilizada no Atlântico.
O que explica a força do fenômeno?
A formação desses gigantes meteorológicos está diretamente ligada ao calor acumulado nos oceanos. Segundo a NOAA, as águas excepcionalmente quentes no Pacífico Oeste funcionam como combustível para a “intensificação explosiva” dessas tempestades. Quando o oceano está mais quente que a média, ele transfere uma quantidade massiva de energia para a atmosfera, permitindo que ciclones comuns se transformem rapidamente em supertufões.
Segundo a Nasa, agência espacial norte-americana, Sinlaku é o supertufão de categoria 5 de 2026, após Horacio , que atingiu o sul do Oceano Índico no final de fevereiro. Meteorologistas observam que Sinlaku também é um dos poucos tufões de categoria 5 — um ciclone tropical que ocorre no noroeste do Oceano Pacífico — que se sabe terem ocorrido tão cedo no ano.
Qual é a situação do Super Tufão hoje, quarta-feira (15/04)?
Segundo a Nasa na manhã de terça-feira (14/04) a tempestade continuou seguiu em direção às Ilhas Marianas, com faixas de chuva intensa atingindo as ilhas de Saipã, Tinian e Rota. A previsão era de condições de tufão em Saipan e Tinian entre 14 e 15 de abril, antes de se dissiparem e darem lugar a condições de tempestade tropical.
A conexão com o El Niño 2026
Conforme o portal MetSul, meteorologistas apontam que a atividade intensa de tufões no Pacífico é um forte indicativo da transição para o fenômeno El Niño. Este fenômeno é caracterizado pelo aquecimento fora do comum das águas superficiais do Oceano Pacífico na região da Linha do Equador. Apesar disso, no Paraná, a condição do fenômeno segue neutra.
Impactos esperados no Brasil
De acordo com informações do Cemaden a configuração deste “Super El Niño” em 2026 traz preocupações específicas para o território brasileiro:
- Região Sul: Historicamente, o El Niño provoca um aumento significativo no volume de chuvas, elevando os riscos de enchentes, temporais e excesso de precipitação.
- Sudeste e Centro-Oeste: O fenômeno deve impulsionar ondas de calor intensas, elevando as temperaturas acima da média histórica.
- Pico de Aquecimento: Cientistas alertam que a combinação do El Niño com o aquecimento global contínuo pode fazer de 2026 ou 2027 um dos períodos mais quentes já registrados no planeta.
Apesar da preocupação com o regime de chuvas a longo prazo devido ao El Niño, o Simepar tranquiliza a população paranaense quanto ao supertufão atual: por ocorrer do outro lado do mundo não há risco algum de ventos ou tempestades diretas atingirem o estado.



