A Grécia precisa propor uma solução aceitável para a crise em que se encontra e, embora Portugal seja solidário com Atenas, não é de seu interesse ser associado a um país que deu calote, afirmou hoje o vice-primeiro-ministro português, Paulo Portas.

“Portugal não é a Grécia e a situação em Portugal não é comparável com a da Grécia”, disse Portas, durante evento de seu partido, rechaçando apelos de oposicionistas de que Lisboa deveria ajudar Atenas a buscar termos melhores de negociações com seus credores internacionais.

Portas declarou que Lisboa “deve primeiro defender os interesses dos portugueses” e lembrou que a Grécia deu calote numa dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada, enquanto Portugal tem antecipado o pagamento de seus empréstimos com a entidade.

Mais cedo, o principal líder socialista de Portugal, António Costa, pediu ao governo que tome uma “posição construtiva” em relação à Grécia, acrescentando que um acordo precisa ser fechado entre Atenas e os credores se os gregos quiserem continuar na zona do euro.

Portugal vai realizar eleições gerais este ano e os socialistas lideram com pequena vantagem nas pesquisa de opinião, seguidos pela coalizão governista encabeçada pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. Fonte: Dow Jones Newswires.