A polícia dos Estados Unidos está em busca de detalhes da linha do tempo do tiroteio que matou 49 pessoas e deixou outras 53 feridas em uma boate frequentada pela comunidade LGBT em Orlando.

Segundo Regina Lombardo, da polícia de Tampa, afirmou que duas armas foram encontradas no local e ligadas ao atirador, Omar S. Mateen. Uma terceira arma foi encontrada em seu veículo, mas ainda não se sabe a origem.

Às 8h da manhã de segunda-feira, famílias de 48 vítimas fatais tinham sido notificadas. A cidade de Orlando divulgou o nome de 26 pessoas assassinadas na boate, a maioria com idade entre 20 e 40.

Autoridades afirmam que o terrorista abriu fogo dentro da boate perto das 2h, levando muitos a deixar correndo o local. Outros ficaram presos naquilo que s tornou um cerco de durou horas. Neste ínterim, Mateen ligou para a polícia e reivindicou aliança com o grupo extremista Estado Islâmico. Ele foi morto às 5h.

Espancava a mulher e tinha raiva de gays 

Caras e bocas nas redes sociais: para um extremista, Omar Mateen tinha gosto exagerado de se exibir./Foto: Reprodução/Instagram

Mateen, de 29 anos, trabalhava como guarda de segurança, tinha licença para portar armas e era cidadão norte-americano. Seus pais são imigrantes afegãos.

Em uma série de fotos nas redes sociais, Mateen é visto usando camisetas com o nome e emblema da polícia de Nova York.

Mas a polícia nova-iorquina disse que Mateen não tinha ligação com o departamento e que as camisetas não eram oficiais, eram peças comerciais que poderiam ser compradas em qualquer loja.

O pai dele, Seddique Mateen afirmou que seu filho ficou “muito bravo” após ver dois homens se beijando no centro de Miami recentemente.

Uma pessoa que se identificou como ex-mulher de Mateen o descreveu como “desequilibrado” e disse que ela era abusada durante o casamento dos dois. Mateen teria dito a ela que gostaria de se tornar um policial.

O nome dela é Sitora Yusufiy. Ela disse que ele era violento e psicologicamente instável e que havia batido nela repetidamente.

Os dois se casaram em Fort Pierce em 2009 após se conhecer na internet. Quando souberam dos abusos cometidos por Mateen, os pais de Sitora intervieram e a levaram de volta para sua casa.

“Ele não era uma pessoa estável”, disse ela ao jornal americano Washington Post. “Ele me batia. Ele chegava e começava a me bater porque as roupas não estavam lavadas ou coisa do tipo.”

Autoridades que avaliaram a propaganda do Estado Islâmico assumindo a autoria pelos ataques disseram não ter encontrado nenhum elo entre o grupo e o atirador. No entanto, o FBI teria aberto contra ele duas investigações sobre ligação com terrorismo nos últimos anos, mas encerrou ambos os casos após entrevistas inconclusivas. Fonte: Associated Press.