A mortalidade de bebês e crianças no país também está associada à má distribuição e a quantidade insuficiente de unidades de tratamento intensivo (UTIs) para recém-nascidos no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou que, num período de dois anos, houve queda de 8,7% da mortalidade infantil, que considera crianças com até um ano, e de 7,3% da mortalidade neonatal, de bebês com até 28 dias de vida.

Segundo o coordenador do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, Adson França, uma das causas das mortes ainda é a situação das UTIs no país. Dos 22 mil leitos gerais, apenas três mil são neonatais. "No caso do neonatal, o nosso problema não é um problema da quantidade, é um problema da distribuição, um problema de regionalização. Então você tem municípios que tem uma quantidade de leito acima da média esperada, e outras principalmente no Norte e Nordeste brasileiros que têm ainda carência de leitos tanto de UTIs como de cuidados intermediários", afirma.

Há exatos dois anos, foi firmado o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. O objetivo era reduzir em 15% os índices de mortalidade materna e neonatal até o final de 2006, por meio da parceria entre estados, municípios e sociedade civil. Apesar da redução abaixo da meta firmada no Pacto, Adson acredita os objetivos do pacto poderão ser cumpridos. "Em relação à mortalidade neonatal, estamos caminhando para isso. Em relação à materna, nós estamos analisando que há queda em algumas regiões e em outras a situação se mantém. Mas estamos confiantes".