A entidade privada "Bons Amigos" afirmou nesta quarta-feira (16) que as inundações sofridas recentemente pela Coréia do Norte causaram 54.700 mortos ou desaparecidos, enquanto outras 2,5 milhões de pessoas ficaram sem suas casas. O número é o maior relacionado às inundações que assolaram o país comunista em meados de julho. Mas a notícia não pode ser confirmada pela entidade já que a Coréia do Norte controla rigidamente os meios de comunicação e as informações divulgadas por eles.

A entidade, com sede em Seul, confirmou que tem "muitas fontes" dentro da Coréia do Norte mas não indicou onde obteve as informações divulgadas. Os meios de comunicação norte-coreanos disseram que "centenas" de pessoas morreram nas inundações, sem dar os números precisos. Entretanto, o diário Choson Sinbo, publicado por uma associação a favor do governo, disse no início do mês que as inundações fizeram 549 vítimas e que outras 295 estavam desaparecidas.

Funcionários da Cruz Vermelha no país, do Ministério da União e do escritório de cooperação econômica da Coréia do Norte em Pequim, não puderam ser contatados para comentar os fatos. Os representantes da "Bons Amigos" negaram-se a formular comentários mais precisos por temer que suas fontes sofram represálias por parte do governo do país.

As inundações destruíram mais de 230 pontes e inundaram dezenas de milhares de hectares de terras cultiváveis, prejudicando ainda mais que as autoridades pudessem alimentar a população, segundo a entidade. "Os preços dos alimentos dispararam e a distribuição dos mesmos está quase impossível" devido às inundações, apontou o grupo, dizendo que as sanções impostas pela ONU a Coréia do Norte pelas recente provas de que o país possui mísseis pioraram a situação da população.