Yasuyoshi Chiba/AFP

Um dia depois da classificação para as quartas de final, Gana é só festa. As ruas da capital tinham ainda neste domingo centenas de torcedores que saíram de casa para dançar e cantar após o 2-1 sobre os Estados Unidos.

Depois da vitória suadíssima na primeira prorrogação desta Copa, Gana se tornou o terceiro país da África a chegar às quartas, depois de Camarões (1990) e Senegal (2002), já que África do Sul, Nigéria, Argélia, Camarões e Costa de Marfim caíram na fase de grupos.

Assim que a Gana de Gyan pôs fim ao sonho americano, no sábado, bares e outros lugares que vendem bebida na capital ficaram lotados.

Uma verdadeira multidão se reuniu na Osu Oxford, uma rua sempre movimentada de Acra, para assistir à partida pela televisão de um restaurante popular. O apito final foi a deixa para começar uma verdadeira orquestra de tambores. Ninguém conseguia ficar parado.

“Não foi fácil, mas conseguimos passar para as quartas”, disse, em tom de alívio, o torcedor George Antwi. Eli Mortagbe, outro morador de Acra, também era, entre um gole e outro de cerveja, só elogios à seleção: “Absolutamente genial. Foi bem no primeiro tempo, no segundo ficou nervosa, mas depois se normalizou e fez o mais importante.

A vaga nas quartas tem um significado tão especial para os ganeses que até no campo religioso ela teve repercussão. “Realmente eu não ia a uma igreja havia cinco anos, mas quero agradecer a Deus o bom trabalho de Gana e de todo o continente africano”, declarou à AFP o professor Jerry Hodasi, a caminho da missa. “A seleção pode ir para a final. Está muito unida, joga sem medo. Ninguém pode pará-la”.

Na próxima sexta-feira, a seleção africana pega o Uruguai no Soccer City, em Johannesburgo.