O senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou um projeto de lei que obriga o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a ressarcir integralmente os recursos de fundos de previdência de estados e municípios aplicados em papéis de alto risco do Banco Master, liquidado em 2025. A proposta busca proteger aposentados e pensionistas de prejuízos causados por investimentos da instituição financeira. As informações são da Gazeta do Povo.

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O texto amplia a cobertura do FGC exclusivamente para esses fundos previdenciários com recursos no Banco Master. Hoje, o fundo funciona como um seguro bancário, mas a garantia é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira. O FGC é custeado pelos próprios bancos.

Dados do Ministério da Previdência mostram que 18 fundos de pensão de servidores públicos investiram em papéis emitidos pelo Banco Master. O maior volume está no Rioprevidência, do Rio de Janeiro, com cerca de R$ 3 bilhões aplicados em papéis de risco. O Amprev, do Amapá, vem em seguida, com aproximadamente R$ 400 milhões.

A Polícia Federal apurou que o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ) teria influenciado a direção do Rioprevidência a realizar os investimentos no Banco Master mesmo com recomendações contrárias. Ele foi alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras atribuídas ao banqueiro preso Daniel Vorcaro.

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Renan Calheiros afirmou que a garantia do FGC não impede a responsabilização de gestores públicos que tenham agido com má-fé. Segundo ele, a medida preserva os recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões, mantendo abertas as investigações sobre irregularidades.

O senador também defendeu maior rigor na fiscalização do Banco Central e da Previc sobre instituições financeiras e entidades de previdência complementar. Até o momento, o FGC já desembolsou cerca de R$ 40,6 bilhões em ressarcimentos aos credores do Conglomerado Master, contemplando mais de 690 mil investidores.

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O projeto foi protocolado na Mesa Diretora do Senado e aguarda despacho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), para iniciar a tramitação nas comissões temáticas.