Depois de duas semanas de greve, as negociações entre a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e representantes dos bancários foram retomadas ontem à noite. A Fenaban apresentou uma proposta ao Comando Nacional dos Bancários que prevê aumento real de salários e mudanças no adicional à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e pode encerrar a paralisação.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a proposta prevê reajuste salarial de 6%, o que representa 1,5% de aumento real. Apesar de os banqueiros quererem inicialmente reduzir a distribuição de PLR a 4% do lucro líquido, os bancários conseguiram manter o teto de distribuição em 15% e evitar uma redução em relação ao que foi pago no ano passado. O pagamento será feito independentemente da variação do lucro. Outro avanço foi em relação à licença-maternidade, ampliada para seis meses.

O Comando Nacional considerou que houve avanços e vai recomendar a aprovação da proposta nas assembleias dos bancários de bancos privados que se realizam hoje no País. Ainda haverá negociações com Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa em questões específicas. “Não tem a menor possibilidade de encerrar a greve sem aumento real de salário e com redução de PLR”, dizia o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro, antes da reunião. Segundo a Contraf, a greve manteve fechadas ontem mais de 7 mil das 20 mil agências no País.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo fez ontem um ato de protesto em frente à BM&FBovespa, enquanto o presidente do Grupo Santander no Brasil, Fábio Barbosa, participava da estreia das ações do banco no mercado de capitais brasileiro. O Santander anunciou que vai abrir 600 agências no País nos próximos quatro anos e competir com a Caixa Econômica Federal no crédito imobiliário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.